A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/06/2020

“Como pode a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente”. Este trecho é da música “índios”, publicado na década de 90, pela banda Legião Urbana, que retratou os crimes cometidos contra esses povos. Ainda hoje, os aborígenes sofrem com a falta de respeito e segurança com seu povo e sua cultura. Isso ocorre, devido à falta de conhecimento sobre os índios e à ausência  de fiscalização nas terras indígenas demarcadas.

No período do Romantismo e Modernismo no Brasil, a cultura indígena era exaltada e os índios vistos como heróis, entretanto na realidade é diferente. Acerca disso, é importante ressaltar que uma das raízes desse problema, é a visão etnocêntrica que ainda permeia na sociedade. Por conseguinte, mesmo que o ensino obrigatório da cultura indígena, seja previsto por lei, sancionada desde 2008, pela Presidência da República, este é feito de maneira inadequada, tendo em vista, que esses povos ainda são vistos como selvagens e ignorantes. Por esta razão, são vítimas de preconceito e há um descaso com sua cultura.

Ademais, a falta de fiscalização e ambição, faz com que terras indígenas sejam invadidas por grandes empreiteiras e madeireiros. Consequentemente, segundo dados do relatório de 2017, da plataforma “Cartografia de Ataques Contra Indígenas” (Caci), foram registrados mais de mil assassinatos nos últimos anos. Isso evidencia que há negligência do Estado com essa população, além do desrespeito com a Constituição Cidadã.

Portanto é mister medidas para acabar com essa mazela. Logo, cabe á Secretaria Especial da Cultura, criar a campanha “Mês da preservação da cultura indígena”. À princípio deve realizar a campanha nas escolas públicas e particulares, de ensino fundamental e médio, na internet e em museus, por meio de amostras cultural, publicações nas redes sociais e exposições sobre a arte indígena, afim de levar conhecimento para as pessoas sobre a cultura dos aborígenes. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça em conjunto com a FUNAI, fundação responsável por fiscalizar, monitorar e implementar leis que assegurem esses povos, desenvolver um plano de ação, que reforce a fiscalização nas terras demarcadas em regiões próximas à essas áreas, através do Exército, com a finalidade de acabar com a invasão nas terras indígenas. Somente assim, as vidas do índios e o patrimônio histórico cultural brasileiro, estarão seguros e preservados.