A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/06/2020

Se queres prever o futuro, estuda o passado. Na ótica do Chinês Confúcio, remete a ideia do preconceito cultura, na qual os indígenas no Brasil padece desda colonização, pelos portugueses, uma vez que houve um massacre de genocídio dessa sociedade, isto é, desconsideraram a dignidade humana. Ora, as desigualdades ainda estão presentes no cotidiano e constituem causa e consequência da discriminação social, do preconceito e, por tabela, as exclusões.

Essa mazela deriva, em especial, a pífia ação do Poder Público com essa temática. Em abril de 1997, um líder indígena brasileiro da etnia pataxó estava em Brasília para uma reunião sobre a recuperação de terras indígenas e conflitos fundiários. Tal indivíduo foi queimado vivo, por um grupo de adolescentes, enquanto dormia em um ponto de ônibus. Nessa perspectiva, exige um olhar mais atento do Estado com essa coletividade, pois, os jovens julgados contaram com benefícios e regalias e não cumpriram o total prevista da pena. Sob esse viés, se o ocorrido fosse ao contrário o índio não teria a mesma facilidade de libertação. Logo, mostra-se um Governo ineficiente e, por extensão, discriminatório.

Atrela-se ao exposto, o papel tácito do olhar coletivo. De acordo com Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Partindo desse viés, destaca-se as constantes violências e o desrespeito surgindo da sociedade, na qual, nessas conjunturas não se mostra com empatia e solidariedade ao próximo, prefere atacar as coletividades mais desfavorecidas. Com isso, é substancial que o olhar coletivo reformule sua atuação, com o fito de preserva a humanidade.

Infere-se, portanto, que essa problemática demanda dois vetores. Assim, cabe ao Estado, intensificar atuação de órgãos de enfrentamento como a Funai, para que ofereçam locais em cada município, por meio de palestras, divulgações e debates sobre a cultura indígena, a fim de dar azo à uma maior orientação e divulgação sobre a mesma, ademais, é fulcral que a sociedade amplie a tarefa de discussão acerca dessa assertiva, por intermédio de entrevistas com historiadores e com os próprios nativos inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. “O preconceito é a razão dos imbecis” - Voltarie.