A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/06/2020
David Hume, filósofo escocês, defendeu a ideia do raciocínio dedutivo, em que a repetição de um fato não conclui que ele irá se repetir indefinidamente. Assim, Hume apresentou suas teses com base na probabilidade e não na recorrência. Em contrapartida, na atualidade no que tange à questão indígena no Brasil contemporâneo, sua teoria não se fundamenta, uma vez que a violação do direito dos povos indígenas são problemas sociais que se repetem. Dessa maneira, é necessário analisar as causas dessa questão, como a negligência governamental e a falta de consciência social.
Constata-se, a princípio, que a negligência governamental é fator relevante ante a resolução do cenário. Nesse sentido, Aristóteles criticou o sistema político quando disse que “a política é a única profissão da qual se pensa que não é necessária alguma preparação”. Efetivamente, em se tratando em questões como o desrespeito aos indígenas, percebe-se um total despreparo e demonstração de indolência e inércia por parte do estado. Nesse sentido de que não há nenhum tipo de preparação social sobre a questão, ocasionando diversas consequências das quais o próprio estado não consegue resolver. Sendo assim, é inaceitável que um país que detém uma das maiores taxas de impostos do mundo, não tenha planos para erradicar o revés.
Igualmente, é importante considerar que a falta de consciência social é fator coadjuvante em relação à matéria. Nessa lógica, Nessa lógica, Karl Marx teceu diversas críticas à atuação política e, em uma delas afirmou que “Não é a consciência social que determina o ser, mas o contrário, o ser social que lhe determina a consciência”. É notório portanto, que o Poder Público tem a obrigatoriedade constitucional de inteirar a sociedade sobre suas questões, como, por exemplo, sobre os direitos dos povos indígenas. Desse modo, quando assim não se faz, torna-se inaceitável, principalmente por se tratar de um país constitucionalmente garantidor de direitos sociais.
Destarte, é imperioso a resolução do impasse. Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio das universidades, deve criar um projeto socioeducativo, com palestras e debates, para promover a conscientização social sobre a questão social sobre a questão dos índios no Brasil. Tais eventos devem ter alcance nacional, com transmissões ao vivo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada do assunto e que o problema possa ser erradicado, consumando sentido à teoria de Hume.