A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/06/2020
Estima-se que no descobrimento do Brasil cerca de cinco milhões de índios habitavam no país. A chegada dos portugueses resultou no extermínio de muitos povos nativos devido aos conflitos armados, doenças trazidas da Europa e o processo de escravização indígena. O início das atividades de colonização no Brasil tornaram a mão de obra indígena nas fazendas e arraias da região nordeste e sudeste, a base da formação da economia.
70% da população indígena está concentrada em seis estados da região da Amazônia Legal: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Da população atual, 57% vivem em Terras Indígenas oficialmente reconhecidas. Mas também existem famílias que moram na zona rural e em cidades, sendo que a maioria vive em situação de pobreza. Hoje, os principais centros de concentração de índios se localizam nas regiões do Amazonas, Nordeste, Centro-sul e no estado do Mato Grosso do Sul. A FUNAI (Fundação Nacional do Índio) estima que cerca de 40 povos se encontram isolados, sem ter tido contato com o branco.
Historicamente, quanto maior a convivência desses povos com os brancos, mais o risco de perder as tradições. Hoje em dia, a preservação do território e da cultura dos nativos, é um dos principais desafios, já que essas áreas de preservação ambiental são explorados ilegalmente. Qualquer exploração e aproveitamento de recursos hídricos e riquezas minerais, só podem ser feitos com autorização do Estado.
Mas é comum que nessas terras sejam exploradas ilegalmente. Em 2015 a Polícia Federal descobriu esquema de atividades garimpeiras ilegais na terra indígena Yanomami, em Roraima, que movimentou cerca de 1 bilhão de reais no período de dois anos, e o caso já tinha sido denunciado pelos indígenas que vivem no local.
O avanço do agronegócio também é explorado nessas áreas, por exemplo no parque Xingu, onde no entorno das terras se formou em fazendas de soja. Obras de hidrelétricas, como por exemplo na Amazônia, sendo a Usina hidrelétrica de Belo Monte, no Baixo Xingu, em Altamira Pará a segunda maior hidrelétrica do país. A barragem gerou movimento de oposição entre os povos indígenas que vivem na cabia do Xingu, pois eles temem que a hidrelétrica afete os rios e sua sobrevivência. Em 2015 a FUNAI autorizou o IBAM a conceder licença para barragem operar.