A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/07/2020

O aculturamento de indígenas no Brasil teve inicio em 1500, no momento da invasão portuguesa. Invasão pois, tais terras naquele momento denominadas de Monte Pascal por Pedro Alvares Cabral e os  ocupantes das treze caravelas, além de já descobertas eram habitadas de forma de forma identitária e ricamente cultural pelos povos indígenas. Assim como naquele período(1500), os indígenas são vitimas na contemporaneidade de constantes ataques a sua cultura e identidade.

De acordo com o padre jesuíta José de  Anchieta (1534 - 1597) - enviado para missão do grupo em catequizar os índios - considerado o primeiro dramaturgo brasileiro, existia uma batalha entre o bem e o mal, expostas em suas peças para os  indígenas. Em suma, o bem era representado por anjos e santos (que condiziam com os costumes europeus) e em contrapartida figuras de Pajés (curandeiro das tribos)  e Deuses - os índios eram politeístas (crença em vários deuses) - eram consideradas como o mal. Uma forma elaborada de aculturamento dos povos nativos.

Ainda hoje a tradição e cultura indígena é desrespeitadas por civis, em locais públicos e até mesmo por alguns governantes, como o ex- Ministro da educação Abraham Weintraub que em uma reunião ministerial disse odiar a expressão “Povos Indígenas”. Uma forma clara de desconstrução e desrespeito dos povos citados.

Em síntese os indígenas - que compreende 305 etnias no Brasil - são vitimas de aculturamento do século XV até os dias atuais. Dessa forma, a conscientização e o conhecimento histórico cultural eficaz, da sociedade contemporânea e futura, sobre tais povos, que promova não apenas o conhecimento mais também o respeito e admiração, é a primeira medida para solução do problema. Para isso se faz necessária a atuação da classe politica e de órgãos como a FUNAI - Fundação Nacional do Índio - na mobilização para a sanção da lei 11.645 do MEC - que implementa na matriz curricular obrigatória o estudo dos grupos indígenas.