A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/06/2020

Desde a chegada dos portugueses no nosso país, os povos indígenas são silenciados. Populações inteiras que viveram aqui por cerca de três ou quatro milênios assistiram sua gente ser escravizada, dizimada e a tentativa de extinção da sua cultura. Sua luta por existência não é algo novo e se faz muito presente. Atualmente, enquanto ainda precisam lutar pelos seus direitos como povos originários, são constantemente perseguidos em suas terras, abandonados pelo Estado e seus integrantes.

As terras indígenas são importantes para o desenvolvimento físico, econômico, social e cultural, além de contribuir para a preservação do meio ambiente. Essas áreas, garantidas pela Constituição para permanência exclusiva dos indígenas, vêm sendo invadidas por pessoas mal intencionadas, a fim de extrair seus recursos naturais e expansão da agropecuária. Sua importância vai além de uma moradia e uma fonte de sustento, é uma retratação e preserva a cultura dos povos nativos.

Muitos índios e índias são mortos durante a resistência contra invasores, lutando por seu lugar de direito. Não são isolados os casos de genocídio tendo como responsáveis fazendeiros e garimpeiros, como exemplos o Massacre do Paralelo 11 e o Massacre do Maximu 1993. Para evitar que mais mortes desnecessárias ocorram, precisa-se de maior visibilidade às questões indígenas. São dívidas históricas e que têm urgência. O Estado ignorou suas demandas e a sociedade se acomodou.       Eles reagiram, mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido. É importante que a verdadeira história desses povos seja contada e jamais esquecida, como já foi feito por muito tempo. Começando pela sociedade, para, assim, chegar até seus representantes e agilizar os processos de homologação. “O povo indígena tem regado com sangue cada hectare dos oito quilômetros quadrados do Brasil”, discursou o líder indígena na câmara, Ailton Krenak. Por muito tempo os protagonistas da história brasileira vêm sendo tratados como figurantes, já passou da hora de seu reconhecimento e valorização.