A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/07/2020
Desde o período colonial, o uso de terras indígenas tornou-se comum no Brasil. Hoje, apesar dos avanços, é nítida a continuidade desse processo que, infelizmente, usa da força para reprimir os índios. Desse modo, as invasões para o uso da terra pela agricultura resulta na morte dessa população que, sem proteção, ficam de ‘‘mãos atadas’’. Assim, percebe-se que há uma necessidade de investigar e inibir as problemáticas da causa.
Primeiramente, o avanço da agropecuária é o principal motivo da expulsão dos índios. Dados do jornal Nexo apontam um aumento no desmatamento de 70% no início de 2020. Esse processo é preocupante porque, a partir desse avanço, há a ocupação de terras indígenas e a consequente migração dessas pessoas que, sob a premissa de estar em uma terra demarcada, lutam pelo seu direito. Assim, é nítida a ineficiência do governo em garantir o uso da terra em um quadro em que só dar não é suficiente.
Por isso, as regiões demarcadas para preservação ambiental são um palco de conflitos atualmente. Não raramente, é visto na mídia casos de confrontos entre índios e proprietários de terra. Isso acontece em razão da frágil legislação que, por não fiscalizar, abre espaço para a dominação ilegal. Com isso, são frequentes os combates que destroem, cada vez mais, a cultura indígena que faz parte da identidade brasileira. Sendo assim, é clara a relação entre os interesses privados e a baixa capacidade de resistência da população local.
Portanto, é evidente a carência de políticas publicas que garantam o acesso à terra para os índios. O Governo em parceria com a Funai deve, em uma ação conjunta, inibir o avanço sobre o espaço indígena. Isso pode ser feito com o aumento da atuação do exército nas áreas reservadas como forma de inibir os ataques violentos. Para a posse da região, pode-se dificultar o processo de legalização dos espaços mediante a garantia de que é uma ocupação legal. Somente assim, reduziria-se os confrontos e desataria-se os direitos dessa população.