A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/07/2020
De acordo com o artigo 231 da Constituição Federal de 1988, são reconhecidos aos índios sua língua, história e tradição, as quais sofreram intensa apropriação pela cultura brasileira, porém tal reconhecimento nem sempre é efetivo, inclusive nas escolas. O superficialismo no passado indigena e a marginalização do índio atual são grandes responsáveis pelo distanciamento entre a tribo e a escola.
Durante o período colonial do Brasil, os indigenas que aqui já estávam espalhados por todo o território, organizados em complexas sociedades, foram a mão de obra escrava por mais de 50 anos. Tal período, repleto de “guerras justas” e relações injustas entre colonizador e nativo, pouco é aprofundado em comparação aos 5 anos de Império Napoleônico na Europa, por exemplo. Essa postura inviabiliza o reconhecimento histórico dos índios no Brasil.
Resultante desse passado, hoje as tribos remanscentes tendem a lutam por território, o qual se funde com a expanção urbana e pecuária, assim expondo uma imagem, bastante utilizada pelas mídias, de um povo violento e não civilizado, mas na realidade que estão buscando o cumprimento de seus direitos com a mesma intensidade de que estes lhes foram tirados.
Nota-se a indispensabilidade do Indio na formação da sociedade brasileira, e esse reconhecimento deve ser estruturado, começando com a parceiria entre escolas e tribos locais para explicar aos alunos com maior propriedade sobre a história do povo indigena, por meio de apresentações e palestras, a fim de aproximar o estudo de seu objeto, além da assistência de ONGs em dar espaço à tribos menos informatizadas nas redes sociais, contrapondo os noticiários simpatizantes das razões de fazendeiros e latifundiários. Dessa forma, as próximas gerações poderam, desde a educação primária, compreender que o Indio é patrimonio do Brasil.