A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/07/2020

Desde o período da colonização portuguesa no Brasil, tem-se evidente o preconceito de que os indígenas são seres humanos diferentes dos gerais. Nesse aspecto, nota-se que essa visão derriscada dos nativos se mantém, conforme pode-se observar a desvalorização da cultura indígena no Brasil. Dessa forma é necessário debater acerca do déficit educacional e a falta de representatividade política, no âmbito do desprezo aos nativos.

Nesse contexto, fica evidente a função da educação deficitária na manutenção da visão pejorativa da cultura indígena. Nessa óptica, de acordo com Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda vida”. Entretanto, tem-se exposto que não é possível tornar vitalício um conhecimento manipulado, repleto de visões eurocêntricas, que distorcem a real imagem da população indígena brasileira. Com base nisso, torna-se franca a oposição do cenário educacional no Brasil com relação aos ideias de Sêneca.

Outrossim, é visível que a ausência de representatividade política contribui para o cenário de desafeição aos primitivos. Tendo isso como base, de acordo com Aristóteles, “a política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça.” Nessa visão, percebe-se que a falta de representatividade dos políticos é na verdade uma forma de domínio que contribui para a manutenção do cenário de desvalorização da cultura indígena no Brasil. Nesse aspecto, evidencia-se que o panorama político brasileiro distancia-se do ideal proposto por Aristóteles.

Portanto, é substancial a tomada de medidas para que os brasileiros passem a integrar à cultura indígena como parte de sua cognição. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas – maior formadora da moral humana - inserir conteúdos na Base Nacional Comum Curricular, por meio de debates com nativos, que visem passar uma visão de como realmente é constituída uma sociedade tradicional, como as comunidades indígenas, para que as pessoas passem a entender melhor a relação que essas comunidades tem com nossa realidade hodierna. Nessa perspectiva, a visão depreciativa da cultura indígena gerada pela colonização portuguesa no Brasil será superada.