A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/08/2020
Desde a chegada dos portugueses em território brasileiro, os nativos foram vistos de forma eurocêntrica, como não pertencentes à terra em que viviam. Uma evidência de tal caso são títulos de matérias escolares denominadas por ‘‘O Descobrimento do Brasil’’, sendo o homem europeu, o herói deste conto. Atualmente, o indígena ainda é inferiorizado pela sociedade, e isso acontece tanto pela xenofobia, quanto pela falta de aprendizado sobre a cultura e valores do mesmo.
Em primeira análise, de acordo com o site jornalístico Globo, o número de mortes de indígenas em 2019 foi o maior em 11 anos. Uma das causas para essa atrocidade é o racismo, não só acometido pelos negros, mas também pelos índios - só que camuflado, simplesmente por serem a minoria da população. Um exemplo é o caso das cotas raciais para entrar em universidades, que, conforme a Funai, conta com, em média, 50 mil indígenas nas instituições de ensino. Um número pequeno e, ainda assim, tratado como o suficiente para o Governo.
Ademais, segundo o IBGE, 3 em cada 10 indígenas são analfabetos, o que demonstra a desigualdade sofrida por essa população. Uma das estratégias implementadas pelas autoridades para disfarçar a situação é o ‘‘dia do índio’’, em que apenas uma vez no ano é apresentado um pouco da história indígena, mas de maneira superficial e irrelevante. Afinal, não se é descrito, em nenhum livro didático, como era a vida deles antes do aparecimento - não convidado - dos europeus.
Portanto, é notória a inferioridade a qual os indígenas são expostos. Para que isso mude, é imprescindível a atuação do Ministério da Educação na criação de políticas públicas educacionais nas aldeias, com a construção de escolas e aulas de ensinamentos de seus costumes em todos os colégios. De modo que os indígenas sejam acolhidos e participantes ativos na contemporaneidade, a fim de que a educação vença o preconceito.