A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/08/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a questão indígena no Brasil contemporâneo apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de segurança, quanto da assistência médica precária.
Em primeiro lugar, a falta de segurança mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Apesar da Constituição Federal de 1988 garantir direitos a terras que tradicionalmente ocupam, isso não ocorre no Brasil. Segundo o UOL, somente em 2019, houveram 160 casos de ataques a terras indígenas. É portanto inaceitável que eu um país democrático, o Estado não seja capaz de garantir segurança nesses locais, que importantes tanto para a preservação da natureza, quanto dos costumes desse povo.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a assistência médica precária como promotor do problema. De acordo com o jornal Pragmatismo, dos 371 médicos que trabalhavam em terras indígenas, 301 saíram ao Governo anunciar o fim da parceria dos médicos cubanos com o programa Mais Médicos. Nessa perspectiva, fica evidente como o fim dessa parceria prejudica essa população, uma vez que, muitas das aldeias dependem deles.
Portanto, pode-se inferir que a questão indígena no Brasil contemporâneo é um tema relevante e que carece de soluções. Desse modo, o Governo Federal deve aumentar a segurança em reservas indígenas, por meio da criação de programas, com a Policia Militar Ambiental e representantes da sociedade civil. Espera-se, com isso, proteger esses locais que são de extrema importância para o Brasil. Assim, toda a população será favorecida, e a coletividade alcançará a utopia de More