A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 09/08/2020

Na literatura, a primeira geração romântica trazia o índio como “herói nacional”, contudo essa ideologia não se manteve até a contemporaneidade, pois no Brasil esses indivíduos sofrem com o preconceito de outras etnias, o que causa uma exclusões social gerada por séculos de opressões. Desse modo, a extinção da cultura indígena e a negligência estatal são problemáticas enfrentadas por esses povos, que necessitam serem resolvidas.

Em primeiro plano, a erradicação da cultura indígena é um processo presente no Brasil. Decerto que os índios são os primeiros habitantes do país, vivendo aqui desde antes do seu descobrimento. Sendo assim, esses povos desenvolveram ao longo de milhares de anos uma cultura própria (idiomas, medicinas, tradições), valores que vêm sendo erradicados desde a colonização, quando portugueses os catequizavam e exploravam. Hodiernamente, observa-se que não mudou muito, visto que esses povos ainda são reprimidos, silenciados e mortos pela sociedade. De acordo com um levantamento do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) os assassinatos de indígenas cresceu 20% em 2018, um preocupante percentual que vem crescendo anualmente. Logo, é nítido esse processo de extinção cultural.

Ademais, o Estado negligência seu papel como garantidor dessas minorias. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas -, essas populações representam uma parcela mínima de 800 mil pessoas. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 e leis específicas asseguram o bem-estar e segurança desses povos. Todavia, não é essa a realidade atual. Isso, porque invasões aos territórios indígenas, com o intuito de explorar as riquezas do solo e o desmatamento de reservas por latifundiários, para o agronegócio e à pecuária, são exemplos de problemas que esses indivíduos enfrentam cotidianamente. Portanto o Estado falha em promover o mínimo que se propôs.

Nota-se, então, que, para as problemáticas indígenas serem resolvidas, o Ministério da Educação, junto com a FUNAI - órgão responsável por defender os interesses indígenas-, deve implantar desde a educação básica o ensino dessa cultura, promovendo viagens didáticas a áreas de reservas indígenas, visando desenvolver nos jovens uma ampliação cultural e erradicar o opressão a esses povos. Por sua vez, o governo Federal - órgão responsável pela segurança dos índios- deve ampliar a proteção indígena, por meio de fiscalizações periódicas, buscando interromper as explorações dos seus territórios. Desse modo, a visão indianista do romantismo, será praticada também na contemporaneidade.