A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/08/2020

A mortandade indígena remonta desde o período colonial, quando Portugal os utilizavam como escravos agrícolas, e a igreja como meio para obter novos católicos frente à reforma religiosa. Contudo, a realidade ainda persiste no Brasil, a perspectiva da preservação de terras como patrimônio cultural não é concretizada de forma satisfatória, devido ao grande desmatamento e conflitos de territórios, além disso, há concepções preconceituosas da sociedade. Logo, atitudes governamentais devem priorizar a resolução desses entraves, visando a realização das necessidades fundamentais das tribos.     Observa-se, em primeira instância, que os grandes proprietários de terras, como diversos madeireiros e garimpeiros ameaçam a integridade de comunidades nativas. Conforme o Conselho Indianista Missionário, em 2019, cerca de 17,5% da área total de demarcação no Brasil foi atingida por incêndios florestais. Dessa forma, os indígenas são impactados, já que o território é fonte de subsistência e execuções de práticas culturais para seus descentes. Certamente, o poder público falha no aspecto de oferecer segurança para esses indivíduos, no qual ainda são alvos do descaso e violência das grandes patentes latifundiárias.

Em segunda análise, a sociedade brasileira ainda possui preconceitos incorporados desde a história nacional, o que dificulta a inserção prática dos direitos dos índios. Desse modo, o livro Macunaíma, de Mário de Andrade, retrata essa percepção por meio do personagem principal, nascido na Amazônia, com característica preguiça e poucas preocupações. Por isso, convenções sociais descriminam o modo de vida dos povos, além de possuírem o objetivo de contradizerem as garantias inerentes. Porém, é indubitável a compreensão de que o país possuí uma dívida histórica pelo genocídio causado.                    Evidencia-se, portanto, que há o retrocesso na defesa da causa das tribos e comunidades, tal qual a falha governamental na proteção das demarcações territoriais. Por isso, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) com a ajuda de policiais federais, devem elaborar um projeto de monitoramento dos principais focos de desmatamento e descumprimento de limites territoriais, com atuação presencial aos arredores de tribos ameaçadas. Assim como na produção midiática dos impactos sofridos na vida do indígena, através de redes sociais, a fim de sensibilizar a população. Com essas medidas a cultura e patrimônio nacional irá ser protegido para as futuras gerações, além de vidas.