A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/09/2020

No artigo 231 da Constituição Federal, promulgada em 1988, assegura a demarcação de terras indígenas em toda extensão do país, sendo dever da união fiscalizar e proteger estas. Entretanto, na sociedade contemporânea o cenário é diferente, visto que a questão indígena no Brasil ainda precisa ser discutida em pleno século XXI. Desse modo, em virtude não só da escassa abordagem do problema, mas também da lacuna educacional, emerge um problema complexo que precisa ser resolvido.

Em primeira análise, é preciso salientar que a falta de debates é perpetuadora da problemática. Consoante ao filosofo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. À luz dessa perspectiva, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a questão indígena no Brasil, o que contribui com a falta de conhecimento da população sobre tal mazela. Dessa forma, na contemporaneidade, povos inteiros vem sofrendo com a tentativa de apropriação das terras as quais lhe são asseguradas pela constituição, muitas vezes com a falha dessas tentativas os índios acabam perdendo suas vidas, e de acordo com a plataforma Caci essas mortes só tendem à aumentar, pois na última década foram registrados 1071 casos como estes. Assim, é vital a criação de mecanismos que coíbam tal embate.

Além disso, outra causa para a configuração do problema é a lacuna educacional. Em conformidade com o filosofo Immanuel kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, no que tange à questão indígena no Brasil, verifica-se uma veemente influencia dessa causa, já que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, dado que não tem trazido esses temas para a sala de aula, por exemplo, em matérias já criadas com filosofia e sociologia, para que os alunos possam ser apresentados a cultura indígena, que é também parte da cultura nacional, e, portanto, haja a discussão da importância de tal cultura na vida de cada cidadão brasileiro, para que esta possa ser mantida intacta.

Isto posto, uma intervenção faz-se necessária. Destarte, o Ministério da Educação — órgão responsável pelo desenvolvimento educacional do país —, deve criar uma campanha nas redes sociais de maior acesso, com o Youtube, o Twitter e o Instagram, por meio dos relatos de pessoas que vivem em áreas demarcadas pelo governo, a fim de garantir que os costumes e tradições originais brasileiras não sejam extintos. Essas campanhas devem apresentar as vastas culturas existentes nas 305 etnias indígenas que permanecem vivas em território nacional. Dessa forma, o direito assegurado pela Carta Magda, de 1988, será uma realidade no Brasil.