A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 09/09/2020

Thomas More, a partir da narração do livro “utopia”, traz a tona a realidade fictícia de uma ilha onde não se havia qualquer tipo de problema e beirava a plenitude. Contudo, a realidade se mostra distante da idealização hodierna de tal ficção, lidando com disfunções como as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas no Brasil. Portanto, cabe se analisar tanto o preconceito com a população indígena, quanto o crescente individualismo, como fatores que cercam esse cenário adverso.

A principio, cabe analisar que a população indígena desde o período colonial é diminuída perante a uma hierarquia invisível que assombra os brasileiros. O conceito de estigma social, para o sociólogo Erving Goffman, ilustra que a situação de indivíduos que estão inabilitados para aceitação plena podem passar por humilhação e ter sua identidade deteriorada. Dessa forma, a população indígena tende a ser desconsiderada e logo ter suas terras e suas referencias tomadas devido ao preconceito e não aceitação de sua cultura na sociedade.

Ademais, vale salientar que o individualismo tem se mostrado cada vez mais firme na sociedade contemporânea. A partir dessa conjuntura, Bauman confirma que a modernidade liquida traz consigo uma fragilidade dos laços humanos e como consequência o outro passa a ser uma mercadoria. Logo, a sociedade não se sensibiliza em se atentar que o excessivo  consumo de produtos agropecuários  culmina em tirar as terras até então indígenas.

Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Por fim, devem ser realizadas campanhas informativas do Ministério da Educação em fusão com o Ministério da Cultura na grande mídia e nas escolas e universidades, para maior reflexão sobre a importância da cultura indígena e a necessidade de respeitar esse povo, visando romper preconceitos contra as vertentes populares dessas manifestações. Quem sabe assim, a sociedade moderna tende a se espelhar e ficar cada vez mais parecida com a utopia produzida por More.