A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/09/2020
A partir da independência do Brasil, em 1822, a Literatura romântica buscava, com um viés ufanista, projetar a imagem do índio como símbolo original da nacionalidade brasileira. Entretanto, contemporaneamente, a questão indígena é extremamente marcada por problemas crônicos: o preconceito e a violência, esta ultima motivada, principalmente, pelos conflitos de terras.
Inicialmente, é importante avaliar a forma, muitas vezes, pejorativa com a qual é tratada a população indígena. No país tupiniquim, os “homens brancos” tendem a associar ao índio esteriótipos como a preguiça - visão que tem origem escravocrata - e primitividade. Desse modo, o grupo de habitantes originais da nação convive com o não reconhecimento das suas riquezas culturais e históricas e não raramente, é submetido à aculturação de forma gradual, até que sua identidade étnica seja demasiadamente prejudicada.
Em consonância, há a grave violência que sofrem devido a luta por terras. Para a filósofa Hannah Arendt, há a banalização do mal em diferentes aspectos da sociedade. Ao analisar a questão do conflito territorial em áreas demarcadas, nota-se essa característica motivada, principalmente, pela ganância, que faz que pessoas ligadas ao agronegócio e/ou exploração de madeira trave batalhas violentas contra os indígenas em terras que as são garantidas por direito constitucional.
Portanto, depreende-se a problemática na qual a questão indígena está inserida. Sendo assim, cabe ao Poder Executivo Federal agir, aumentando a autonomia e dando todo o suporte à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), para que esta aumente sua capacidade de fiscalização a respeito da ocorrência das violações e busque acelerar o processo de demarcação de novas áreas, com o objetivo de dar aos povos beneficiados a preservação étnica garantida constitucionalmente. Assim, tal problema poderá ser mitigado.