A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 07/10/2020

No limiar do século XIX, com o início da primeira geração do romantismo no Brasil, o índio foi posto como herói nacional, visto que a valorização das tradições indígenas foram os principais conteúdos da literatura nesse período. Em contraste a esse cenário, os índios são excluídos da sociedade brasileira, uma vez que é perceptível um retrocesso no que diz respeito à cultura indígena. Assim, a problemática impulsiona fatores como a marginalização desses povos étnicos, tendo como consequência a perda da identidade. Nesse sentido, tal questão está associado com o avanço do agronegócio nas terras indígenas e a exclusão cultural.

Primeiramente, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o agronegócio corresponde 21,4%do PIB nacional. Sob esse ponto de vista, a importância desse segmento para a economia é alta, dado que o setor agrícola se expande por todo país. Entretanto, essa ampliação afeta, principalmente, as populações autóctones, visto que o avanço do agronegócio nas terras indígenas afeta seus direitos constitucionais. Desse modo, as leis que protegem os índios e asseguram seus direitos, como a moradia e a cultura, são desconsiderados. Porquanto, o desmatamento e garimpo ilegal são atividades que proporcionam essa condição. Outrossim, vinculado a esse fator, é a negligência estatal, que favorece para a agropecuária desrespeitar as leis que proporcionam dignidade aos povos indígenas.

Por conseguinte, diante do período colonial, a companhia de Jesus, efetuada pelos jesuítas, tinham como objetivo catequizar e educar os povos nativos para que adequassem aos padrões europeus. Dessa forma, o etnocentrismo determinou uma hegemonia cultural lusitana, em que as tradições indígenas foram marginalizadas e declaradas como selvagens e irracionais. Semelhante aos fatos históricos, os povos étnicos ainda são excluídos da sociedade, com base na influência colonial. Destarte, segundo o escritor Mario de Andrade, “O passado é lição para meditar, não para se reproduzir”. Logo, absolvição de ações que restrinjam a aparição do índio faz com que haja perca de identidade, diferenciando-se da literatura indianista do século XIX.

Portanto, é necessário mitigar essa problemática. Para tanto, os governos devem administrar uma maior parte do PIB do Estado para a Funai (Fundação Nacional do Índio), isto pode ser feito por meio de economistas que auxiliem os governos. Nesse sentido, a Funai poderá potencializar a segurança e restaurar as terras indígenas que foram devastadas por conta do agronegócio, que por muitas estas atitudes não são realizadas por conta do baixo valor de capital que recebem. Assim, os povos nativos poderão desfrutar dos direitos constitucionais, diferenciando-se do período colonial.