A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 06/10/2020

No Quinhentismo, a primeira manifestação literária da Literatura brasileira, é relatado, sob ótica dos lusitanos (portugueses de Portugal), o “descobrimento” do Brasil, em que a fauna, a flora e os seus habitantes são descritos e denominados como se estivessem sem domínio. Nesse sentido, os “selvagens” foram chamados de índios e suas terras exploradas. Na atualidade a questão dos povos nativos, ainda, é problemática devido à falta de educação a favor deles.

Primeiramente, o momento em que houve o início de um processo de educação foi no período da catequese dos índio e um dos responsáveis foi o Padre José de Anchieta. Com muitos textos religiosos, o Padre visava à mudança de vida dos povos nativos; uma de suas principais obras eram os autos – textos para serem interpretados - escrito em três línguas: Português, Espanhol e Tupi-guarani ( língua dos índios). Nessa peça, os anjos falavam Português e os demônios, Tupi. Uma vez que um idioma é posto como “mau”, a dominação cultural é iminente; o que acarreta na supervalorização de uma cultura em detrimento de outra, na exploração e na exclusão desses mesmo povos.

Em segundo lugar, Pierre Bourdieu, em sua teoria “ habitus”, diz que “ toda sociedade incorpora os padrões sociais impostos e os reproduzem ao longo das gerações”. Tendo em vista isso, é possível afirmar que a falta de um conhecimento voltado para os povos nativos e sua cultura, a fim de interromper a superioridade mantida desde quando o Brasil era colônia de Portugal, mostra-se como um ponto a favor do desdobramento da educação brasileira, que é a desvalorização dos povos indígenas, por conseguinte, marcas de muitas violências, preconceitos e desrespeitos por todas as tribos, ainda existentes, crescem gradativamente.

Infere-se, portanto, que essa problemática, em conformidade com a Constituição Federal de 1988, corresponde a um dever do Estado, dado que é responsável pela educação de todos. Desse modo, para diminuir os impactos da questão indígena no Brasil, faz-se mister que o Ministério da Educação, junto com o Poder legislativo, promova, no currículo escolar, cargas horárias para conhecer mais dos povos nativos, por meio de aulas, passeios, debates e a mídia televisiva, para uma melhor forma de entendimento.