A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/10/2020
A primeira geração do romantismo, indianista, tinha como objetivo promover a valorização dos índigenas como heróis nacionais no Brasil. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso estatal com a preservação da cultura índigena no país, pois não há o planejamento estrutural para a integração destes no campos social. Desse modo, a desigualdade e a consenquente exclusão social refletem na cultura nativa.
Em primeira instância, a falta de programas públicos de inclusão social para os descendentes dos nativos expressa a negligência estatal e intensifica a eliminação dos costumes nacionais. Nessa conjuntura, os espaços territoriais índigenas são reduzidos na Amazônia por conta do aumento de desmatamentos no bioma, segundo o apresentado em setembro de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Assim, a desorganizada estrutura de preservação cultural e ambiental expõe o precário acesso da população aborígene à condição de cidadania.
Em segunda análise, segundo o ideal " Ubuntu", que expressa o desenvolvimento da cidadania por meio da empatia e da ética social, a nação brasileira expõe o viés individualista por apresentar a exclusão das tradições índigenas e por promover o processo de preconceito. Nessa ótica, o acesso da população aborígene à educação é precário, pois não há recursos governamentais para a alfabetização, como a disponibilização de professores, de livros didáticos, de auxílios estudantis, entre outros, nas proximidades das aldeias. Por conseguinte, o preconceito às tradições nativas estabelece a falta de empatia e de uma coesa estrutura ética para desenvolver a cidadania brasileira.
Portanto, é mister a criação de políticas públicas para sanar o avanço da desigualdade social na cultura índigena. Então, o Ministério da Cidadania, em conjunto com as prefeituras, deve propôr a diminuição de impostos às empresas privadas que ajudassem financeiramente na distribuição de livros didáticos e de aparatos tecnológicos para promover a alfabetização aborígene no Brasil. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é a proposta mais eficiente para gerar transformações sociais, logo, a população brasileira deve priorizar o investimento na alfabetização índigena para promover o desenvolvimento da ética cidadã.