A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/02/2021

No período colonial brasileiro, os europeus, com interesses econômicos e religiosos, impuseram sua cultura aos índios, o que gerou a dizimação dos nativos. Consequentemente, ao longo dos anos, a população indígena foi marginalizada pelo Estado o que dificultou a inserção dela na sociedade. Logo, o índio é negligenciado apesar das garantias estabelecidas pela Constituição Federal de 1988 e deve-se entender as causas disso.

A princípio, a escola literária romântica apresenta na primeira fase por meio do indianismo a imagem idealizada do índio. Essa retratação é observada em romances como Iracema, em que o indígena é um indivíduo guerreiro, com atitudes selvagens e vestimentas primitivas. Isso gerou a estereotiparão desse povo e causou a criação de um preconceito que permanece na atualidade e dificulta a aceitação do índio não ser encaixar nesses parâmetros.

Além disso, outra causa do negligenciamento do indígena é a violência. Embora haja garantia de direitos na Constituição Federal, muitos deles não são efetivados, como o de posse de terras, que pode ser observado pelos constantes conflitos entre latifundiários e povos autóctones. Exemplo disso é a situação em que as comunidades recebem do Governo os territórios e os grandes proprietários rurais retiram delas esses espaços por meios de ações violentas.

Dessa forma, para acabar com a estereotiparão dos índios deve-se intensificar campanhas publicitárias sobre a situação dessas pessoas atualmente por meio das mídias televisiva e digital em ação conjunta com ONGs de apoio aos povos indígenas, junto a isso as escolas de ensino básico por intermédio da disciplina História devem proporcionar debates sobre os índios no século XXI, assim a sociedade ficará mais informada sobre a questão dos índios nos dias atuais e não manterá os estereótipos primitivos. Ademais, para erradicar a violência contra os povos aborígenes, a Fundação Nacional do Índio (Funai) vinculada ao Ministério da Justiça tem que aumentar a proteção das terras doadas, mediante a elevação de rondas e averiguações policiais nas áreas demarcadas, e também criar e incentivar o uso de meios de denúncia para que esse Orgão Indigenista tenha ciência dos locais em que necessitam de ampliar a segurança.