A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/03/2021

A Constituição de 1988 – instrumento jurídico de maior importância no Brasil – defende a garantia de direitos aos índios. No entanto, observa-se que a sociedade indígena brasileira enfrenta problemas socioculturais. Assim, é importante discutir sobre essa questão associada a aspectos históricos e educacionais.

Sob essa perspectiva, a carta de Pero Vaz de Caminha – principal registro histórico da chegada dos portugueses ao Brasil – descreve a boa receptividade que os índios ofereceram aos europeus. Todavia, atualmente esse grupo luta para manter suas terras e cultura - que são continuamente ameaçadas. A exemplo disso, a expansão de fronteiras agrícolas não respeita os limites de áreas indígenas e, com isso, há dissolução de aldeias – se refletindo em perdas de laços familiares e de artefatos culturais. Esses fatos sintetizam a assimetria entre a contribuição oferecida pelos nativos no passado e o respeito recebido no presente.

Adicionalmente, para o filósofo iluminista Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Por esse ângulo, a escola tem papel importante na conscientização dos indivíduos: as orientações passadas pelos professores tendem a potencializar as instruções sobre respeito e cultura passada aos alunos por sua família. Além disso, as faculdades também podem contribuir, por exemplo, formando profissionais que entendem as diferentes necessidades dos indígenas – como a língua, que é uma barreira de comunicação entre alguns índios e profissionais de saúde.

Portanto, diante dos aspectos supracitados, medidas devem ser tomadas. Logo, urge que o Estado – na figura do Ministério da Educação -, com a finalidade de potencializar o respeito aos índios no Brasil, por meio de divulgações instrutivas multimídia, deve promover ações de conscientização sobre essa problemática. Para isso, o governo precisa fazer publicações de imagens, vídeos e “podcasts” sobre o tema em questão com linguagem acessível em redes sociais. Além disso, é essencial que a escola promova discussões continuamente sobre respeito às comunidades indígenas no país. Com isso, os direitos constitucionais serão favorecidos e a dívida implícita na carta de Caminha não será aumentada.