A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/04/2021
Para a filósofa brasileira do século XX, Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema de direitos iguais para todos, sem ações que prejudicam um grupo em prol de outro. Entretanto, longe de alcançar esse ideal, os indígenas no Brasil contemporâneo são negligenciados, permanecendo à margem da sociedade. Nesse sentido, é preciso discutir como a falta de segurança e a assistência médica precária contribuem para a perpetuação desse impasse.
Em primeiro lugar, a falta de segurança mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Apesar da Constituição Federal de 1988 garantir direitos a terras que tradicionalmente ocupam, isso não ocorre no Brasil. Segundo o UOL, somente em 2019, houveram 160 casos de ataques a terras indígenas. Desse modo, é visível como a ineficácia do Estado pode prejudicar a vida dessa população, uma vez que, sem a devida fiscalização desses locais, os índios tornam-se mais suscetíveis a invasões ilegais, que resultam no desmatamento e até mesmo a migração forçada de algumas etnias.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a assistência médica precária como promotor do problema. De acordo com o jornal Pragmatismo, dos 371 médicos que trabalhavam em terras indígenas, 301 saíram ao Governo anunciar o fim da parceria dos médicos cubanos com o programa Mais Médicos. Nessa perspectiva, fica evidente como o fim dessa parceria transtorna essa população, visto que, sem esses profissionais da saúde por perto esse grupo social fica à mercê dos doutores da cidade.
Portanto, pode-se inferir que a questão indígena no Brasil contemporâneo é um tema relevante e que carece de soluções. Dessa forma, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração da saúde pública no país, deve promover a criação de programas para direcionar clínicos a essa população conterrânea, por meio de parcerias com universidades, hospitais públicos e privados. Espera-se, com isso, garantir o garantir o bem-estar de todos.