A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/05/2021
A partir do dia 22 de abril de 1500, com a chegada dos portugueses no Brasil, a população indígena sofreu constantes ameaças em relação ao seu território e sua cultura, sendo obrigada a seguir novos costumes e até mesmo, uma nova religião. Nesse contexto, os interesses de ruralistas e empresas em novas terras e o antigo estereótipo imposto pela sociedade colaboram para a lamentável questão indígena no Brasil contemporâneo.
Em primeiro lugar, a ambição de pecuaristas e firmas por novos patrimônios contribui para tal problemática. Diante disso, o filósofo Karl Marx aborda que o capitalismo prioriza lucros em detrimento de valores, onde o dinheiro gerado é mais importante que os princípios e a moral de um povo. Dessa forma, a ânsia dos indivíduos capitalistas, principalmente os relacionados com o agronegócio, os quais acabam desrespeitando os limites territoriais dos indígenas, a procura por novos solos, gera dificuldade para a melhora da situação dos nativos na contemporaneidade.
Outrossim, o modelo clichê imposto pela nação sobre os índios, os quais são representados por ultrapassados e sem necessidade de proteção do Governo, auxilia de maneira direita nos contratempos enfrentados pelos povos nativos. Desse modo, o sociólogo Pierre Bourdieu relata que a sociedade possui padrões que são ordenados e em seguida reproduzidos em massa, podendo impedir a população estereotipada a possuir seus direitos. Nesse sentido, o rótulo posto sobre os índices, prejudica esses a possuírem suas regalias e a cultura respeitadas pelos cidadãos.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve aumentar a fiscalização e a punição dos territórios indígenas, por meio de leis e multas, a fim de diminuir a perca de terras para empresas que desejam expandir suas posses. Dessa maneira, seremos uma sociedade que promove a igualdade e respeito de direitos. Como efeito social, as ameças culturais existentes desde as décadas passadas, serão reduzidas.