A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/05/2021
Nacionalismo é um termo utilizado para expor sentimentos e atitudes que descrevem a identidade nacional, valorizando vínculos sociais, raciais e culturais. Entretanto, ao se tratar da cultura indígena, se torna notável uma certa desvalorização do seu histórico cultural, discrepante perante a cultura europeia, que apesar de terem sido os colonizadores, não foram os únicos responsáveis pela diversidade.
Acredita-se que existe sim uma valorização tanto da história quanto dos valores indígenas. Isso se dá pelo pensamento retrógrado de que um sistema de cotas e um dia em homenagem pode redimir todo um contexto de desvalorização. Todavia, foi necessário na Constituição de 1988 uma consideração da pluralidade étnica, presente no artigo 231, deixando claro questões de proteção e demarcação, logo não existe afeição com opressão. A desapreço se dá a partir da própria comunidade para outras realidades, mostrando o quão cruel e perceptível está sendo o desprezo aos costumes, e o quanto o contexto histórico influenciou na depreciação da própria cultura nacional.
Daniel Munduruku é um escritor e professor brasileiro pertencente ao povo indígena Munduruku, e em uma de suas palestras comentou: “O Brasil é como um adolescente que não se aceita”. A afirmação demonstra que o país precisa amadurecer e reconhecer suas origens para contribuir não só com os nativos, mas também com toda a nação, na qual só evoluirá se abandonarem o conceito colonial de “índio”, como não civilizado e que retarda o país. Grande parte da culinária, costumes e plantas medicinais que se tem hoje são de origem autóctone, como a farinha de tapioca, o pó de guaraná, a folha de boldo e entre outros, portanto deve ser reconhecida.
Em vista dos fatos apresentados, algumas ações são necessárias para que a sociedade entenda e valorize uma cultura que é social. A abordagem do tema pela mídia é uma forma de influenciar beneficamente, sendo apresentada por meio das plataformas mais utilizadas pela população, fazendo com que conheçam mais sobre o assunto e sintam orgulho de sua origem. Além da formação de cidadãos que reconheça os próprios costumes através da escola, através de aulas específicas e palestras tanto para crianças e adolescentes, quanto para adultos, minimizando o julgamento a respeito dos preceitos indígenas.