A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/09/2021

No ano de 1500, ocorreu a chegada dos portugueses nas terras que futuramente seriam chamadas de “Brasil”, o encontro com os verdadeiros descobridores, os indígenas, foi considerado amistoso e pacifico. Embora, não muito depois, durante a colonização a brutalidade e violência foram os meios utilizados pelo colonizadores para explorar os nativos. Na contemporaneidade, há um certo destaque para a questão dessa etnia, ressaltando no ambiente escolar o passado conturbado cujo resultado é a marginalização na sociedade. Dessa forma, é essencial o debate acerca da questão indígena.

Em primeiro lugar, é de extrema importância ressaltar que um dos maiores problemas a ser resolvido é o conflito gerado pela demarcação de terras. Depois da Independência do Brasil, desenvolveu-se a Lei de Terras, tal medida deveria garantir aos nativos e descendentes desses a posse das áreas remanescentes da colonização. Entretanto, os setores dominantes foram contra a decisão do Estado e tentam agir contra a constituição visando a exploração dos recursos naturais do domínio nativo. Tendo isso em vista, em 1980 no Ceará, os movimentos de resistência indígena ocuparam alguns tribunais contra latifundiários poderosos. Assim sendo, a posse das terras é um problema proveniente do passado colonial presente até a atualidade, fazendo necessário tornar a fiscalização mais potente.

Por conseguinte, há uma grande desvalorização da cultura nativa, apesar de muito desta permanecer na língua portuguesa até atualmente, tendo em vista que, embora o Estado seja laico, boa parte dos feriados sejam oriundos do cristianismo. Ademais, várias comidas foram passadas através das gerações pelos nativos, além da falta de reconhecimento sobre tais, ainda há muita falta de representatividade em formas de entretenimento como livros, novelas, filmes e etc., isto se não o fizerem de forma errônea. Fabrício Titiah, um ativista da tribo Pataxó, diz que a série brasileira “Cidade Invisível”, possuía um grande potencial para ser uma produção boa, no entanto erraram ao retratar do folclore e da cultura nativa sem o apoio destes propriamente dito.

Sendo assim, é indispensável que haja participação do Estado perante a valorização das questões indígenas. Portanto, é responsabilidade do Ministério da Cultura realizar a ampliação do Conselho Indigenista Missionário, visando uma maior fiscalização da demarcação de terras indígenas, considerando também o mapeamento da violência divulgado pela Plataforma Ceci. Essa ação deve ser realizada pelas secretárias regionais contando com profissionais indígenas tornando o atendimento especializado. Além disso, também é necessário informar a população por meio das mídias, ajudando a coibir a desinformação. Desta forma, a relação entre os povos voltará a ser amistosa e pacifica como foi no primeiro momento de 1500, tornando a sociedade, enfim, mais harmônica e justa.