A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/11/2021

Com a chegada dos colonizadores europeus, no século XV, na América, os povos indígenas, nativos desta região, tiveram boa parte das suas crenças esquecidas e grande parcela da sua população dizimada. O processo de catequização implantado pelos ibéricos e à violência com que eles efetivaram à dominação dos índios, submetendo-os, na maioria das vezes, ao trabalho escravo são fatores que contribuíram para a extinção da representatividade indígena. Devido a essa perda, o que se nota, atualmente, em áreas historicamente habitadas por aborígenes, como o Brasil, é um constante desrespeito às garantias desses nativos. Assim, sendo o índio, considerado pela Constituição Brasileira sujeito de direto, a omissão dos órgãos competentes frente a esse problema torna-se inconstitucional.

Essa questão é comparável, de forma análoga, ao princípio da colonização portuguesa no Brasil. Nessa época, houve grande mudança na vida indígena de maneira forçada, sendo esses explorados por colonizadores. Da mesma forma, identifica-se hoje, invasões aos territórios indígenas e a exploração desses por indústrias clandestinas usualmente denunciadas nos meios de comunicação. De acordo com isso, explicita-se a urgência na proteção do índio.

Convém lembrar ainda que as reservas indígenas, os únicos locais em que podem viver como nativos e sem interferência externa, estão sendo violadas e desrespeitadas por conterem muitas riquezas. A reserva Raposa Serra do Sol, por exemplo, se localiza sobre um solo antigo e repleto de minérios valiosos, por esse motivo é alvo de mineradores que almejam explorar o local para lucrar. Em contrapartida acontece a ameaça aos indígenas protegidos por essa reserva, já que um perigo para esse local é também perigo para a cultura ali presente.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que tal problemática não prossiga em nossa geração. Em primeiro lugar, cabe ao Ministério da Justiça e de Segurança Pública combater tais atos criminosos fiscalizando fortemente as condições em que vivem e aumentando a punição dos agressores e assassinos. Ademais, a mídia, com o seu papel socializador, em parceria com ONGS , deve proporcionar ações educativas e de conscientização a todas as mazelas por meio de campanhas, cartazes e vídeos divulgados nas redes sociais. A fim de, contribuir para uma comunidade melhor, mais justa, igualitária e respeitosa