A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/11/2021

O romance “Iracema” retrata o índio como um herói nacional, digno de exaltação e respeito. Porém, ao contrário do que a obra apresenta, atualmente, esse nativo não tem os seus direitos respeitados e são excluídos de uma vida em sociedade. Nesse contexto, os principais agravantes que corroboram essa problemática são: falta de assistência governamental e o conflito acerca da demarcação de terras. Logo, medidas são necessárias a fim de minimizar os impactos gerados a essa parcela da população.      Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émille Durkheim, a anomia social é o termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nesse sentido, a questão indígena no Brasil contemporâneo precisa ser debatida, visto que eles não possuem um amparo da cúpula governamental, pois a presença de índios em escolas, universidades e altos cargos públicos é quase inexistente. Desse modo, fica evidente a negligência estatal no que se refere ao investimento de centros de estudos voltados para esse público, bem como programas profissionalizantes que encaminhem esses indivíduos ao mercado de trabalho. Somado a isso, em algumas aldeias não só a educação é banalizada mas também a rede de saneamento básico e atendimentos médicos. Portanto, é papel do Governo planejar estratégias para oferecer aos nativos uma melhor qualidade de vida.

Em segundo plano, é fato que desde a chegada das primeiras caravelas a questão de demarcação de terras no Brasil é um impasse. Hodiernamente, esse problema ainda vigora e tem prejudicado muitos índios, visto que com o avanço do agronegócio os grandes latifundiários têm buscado expandir o seu negócio e, por isso, invadem as terras indígenas sem a permissão dos verdadeiros ocupantes. Ademais, por ser um grupo pequeno e de pouca representatividade na comunidade social, eles sentem-se desrespeitados, afinal, com a tomada dessas terras, os índios assistem, de perto, o desaparecimento das sua cultura e crença. Dessa maneira, fica claro que a força massiva da mídia tem contribuído para a invisibilidade desse grupo na sociedade, desconsiderando, assim, a importância desse povo no processo de construção da identidade brasileira.

Destarte, cabe às escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que desde a mais tenra idade as crianças sejam educadas por meio de palestras e teatros sobre a contribuição do índio na formação do Brasil com o intuito de que eles tornem-se futuros adultos críticos e conscientes acerca dessa questão. Somado a isso, o Governo em parceria com Fundação Nacional do Índio (FUNAI) deve criar projetos de inclusão e assistência ao índio, analisando quais são as necessidades desse povo e oferecendo a eles serviços de saúde e educação de qualidade com o fito de que eles sintam-se assistidos pelo corpo social.