A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 19/11/2021

Durante a primeira geração do romantismo brasileiro, é nítido que o estereótipo do indígena fora moldado como herói e símbolo nacional. Entranto, na contemporaneidade, os índios sofrem constantemenente com o preconceito e o desrespeito de seus direitos. Nesse contexto, é de extrema importância que o aparato governamental faça-se eficiente e cumpra as declarações constitucionais para com as populações indígenas.

Primeiramente, a Constituição Federal de 1988 determinou que, dentro de 5 anos, todas as terras indígenas deveriam ser demarcadas. Apesar disso,  a questão das áreas protegidas para uso dos indígenas ainda é um debate e os povos nativos continuam sofrendo resistência para manter seus direitos. A constante investida de latifundiários representa uma ameaça às garantias dos indígenas: visando a expansão do agronegócio, diversas áreas reservadas foram invadidas e comunidades foram massacradas.

Outrossim, o Estado falha em garantir os direitos básicos, também previstos na Constituição, aos povos indígenas, como educação, saúde e moradia. Estes são agravados não só pela barreira linguística, como também pelos preconceitos difundidos no âmbito social. À margem da sociedade, os indíos enfrentam dificuldades para encontrar atendimento especializado em instituições de ensino, hospitais e delegacias de polícia; além de exclusão social em escolas e universidades, dificultando o acesso à vida profissional.

Infere-se, portanto, que o reconhecimento e a valorização do índio e sua cultura é de extrema importância para alterar o cenário vigente. Logo, cabe ao Ministério da Cultura, em parceria com a Funai e o Ministério da Educação, promover campanhas para formar profissionais e servidores públicos capacitados para lidar e atender às pautas, direitos e cultura dos indígenas, através de cursos, palestras e oficinas em escolas e universidades brasileiras. Somente através da educação a ignorância acerca da cultura indígena pode se mitigada e, então, o índio ser novamente valorizado como nos tempos do romantismo brasileiro.