A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/02/2022

A chegada dos Portugueses ao Brasil trouxe muita dor e sofrimento aos povos indígenas, mais de 1 milhão de indígenas foram mortos durante o processo de colonização do país. A vida dos nativos não foi respeitada desde o início, suas terras foram tomadas e seus direitos violados desde o primeiro contato. A questão indígena hoje é uma pauta de suma importância para a reparação histórica.

Mesmo com a Constituição Brasileira de 1988, a qual garante aos indígenas o direito de terras, cerca de 400 territórios foram devidamente marcados e restam mais de 500 terras a serem analisados, segundo a revista Galileu 31,4% dos territórios foram demarcados corretamente. Sendo assim deve-se considerar que a reparação histórica não é um processo simples, é sobre tudo uma questão que depende fatores que tangem não só à população e sim ao Governo.

Atualmente, muito se discute nas redes sociais sobre a demarcação de territórios indígenas. O lado contraditório diz ser um desperdício de terras e recursos, e que o índio deve ser incluído na sociedade e ser tratado como qualquer outro cidadão comum.Enquanto isso, o progresso da urbanização nas grandes cidades tomou o espaço de territórios que antes eram ocupados pela população indígena. Devido a tal fato o índio sofreu uma inclusão forçada em uma sociedade que nada tem a ver com seus costumes de origem. Marginalizados e sem acesso à educação, muitos se encontram à deriva na pobreza.

Após analisar os fatos mencionados, faz-se necessário refletir sobre o que deve ser feito para que a realidade do índio no Brasil seja outra, dando aos indígenas o respeito e a dignidade que qualquer ser humano merece. Cabe, portanto, ao Governo emitir ordem para que seja acelerado os processos de demarcação de territórios aos órgãos responsáveis. Para que seja devidamente destinado a cada povo indígena seu local de habitação permanente. Ademais, o poder judiciário que fiscalize frequentemente quem faz o uso das terras. Além disso, o MEC junto ao Estado deve fornecer escolas para os habitantes destas terras, para que as crianças e adolescentes indígenas tenham acesso à educação, para poderem decidir melhor sobre o seu próprio futuro. Pois, sem conhecimento e dignidade nem um ser humano deve ficar.