A questão indígena no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/04/2022
“Vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas dos nossos índios em um leilão.” O trecho da música de Renato russo, cantor brasileiro, é de tal maneira atemporal e que serve à reflexão acerca dos impasses sociais persistentes na realidade brasileira, como a comercialização das terras indígenas. Nesse contexto, é importante considerar que a mentalidade capitalista do governo e a generalização do índio agrava ainda mais a demarcação de terras indígenas.
Em primeiro plano, é imperioso pensar no modelo econômico que o Brasil está inserido. Segundo Karl Marx, a base do modelo capitalista é a produção e o lucro e não os indivíduos inseridos nesse sistema. Em consonância com às inúmeras invasões das terras indígenas, como a chacina de Haximu que foi feita por garimpeiros em busca de ouro, o que comprova a teoria de Karl Marx. Contudo, as invasões acontecem até os dias de hoje, o que mostra a flexibilidade do governo em relação a essas práticas. Conclui-se, então, que no mundo atual o interesse econômico
prevalece.
Cabe pontuar em segundo plano, a displicência estatal em representar os povos indígenas de forma generalizada.Tal como na chegada dos portugueses ,no Brasil, que nomearam os nativos do território brasileiro de “Índios” referente à confusão desses povos aos indianos, termo no qual é usado até hoje. A generalização de diversos povos em um único termo acarreta na extinção de diversas culturas e assim o impacto delas no mundo, o que contribui para que a sua luta por direitos básicos, como o de garantir a sua própria terra se torne cada vez mais difícil. Em síntese, a generalização desses povos é algo histórico e que é cometida até os dias atuais.
Dessa forma, percebe-se a ineficácia do governo no que se refere às políticas públicas de remediação histórica e de corrupção. Portanto, compete à Funai, órgão responsável por garantir os direitos indígenas, o reforçamento da segurança nas terras, por intermédio de patrulhas ambientais nas aldeias e instalações de câmeras ao redor da mata,com finalidade de evitar a flexibilidade da segurança cometida pelo governo. Ademais, a mudança do termo “índio”. Somente assim esse problema vai ser gradativamente erradicado, pois suas terras e culturas não serão mais “leiloados”.