A questão indígena no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/07/2022

“O importante da vida não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Mais de dois mil anos depois, “viver bem” ainda se mostra uma difícil tarefa a grande parte dos povos indígenas que sofrem com diversos tipos de violência no Brasil, haja vista os altos índices de assassinatos contra os índios. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Ademais, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater essa adversidade. Nesse sentido, há uma negligência do governo, com insuficientes ações conscientizadoras e de ajuda na realidade dos indígenas. De acordo com Thomas Jefferson – terceiro presidente dos Estados Unidos – a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração, visto que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a identidade nacional o que infelizmente é evidente no país.

Por outro lado, é fulcral salientar a culpa de parte da população à degradante situação dos índios brasileiros. “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada aos povos indígenas, já que mais escandalosa do que as ocorrências enfrentadas por esse grupo é o fato da população se habituar a essa realidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de especialistas, promova palestrar e discussões acerca do tema – para moradores da região nas escolas – a fim de reeducar a todos e desconstruir hábitos preconceituosos. Assim, espera-se que os povos indígenas não sejam mais discriminados para que possam, finalmente, “viver bem”.