A realidade da escola inclusiva no Brasil

Enviada em 17/10/2019

Da Antiguidade Clássica até o Renascimento, a realidade da pessoa com deficiência foi marcada por exclusão, indiferença e violência. Visto isso, é possível mencionar que os indivíduos com deficiência física ou mental eram vistos como inferiores e incapazes de exercer funções consideradas “normais”.Entretanto, na hodiernidade, mostra-se uma grande problemática acerca da educação inclusiva no Brasil devido ao déficit no sistema educacional e o descaso governamental. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover medidas para equacionar o problema.

A priori, é imperioso destacar o preconceito estrutural na resolução do impasse de preocupação nacional. Isso porque apesar dos avanços na esfera social e da garantia de direitos intrínsecos para a população com deficiência, há ainda obstáculos que impedem a evolução na inclusão social desses indivíduos. Dessa forma, preocupantemente, a manutenção de estereótipos relacionados com a capacidade e especificidade cognitiva dos deficientes fomenta a discriminação e exclusão no ambiente escolar, visto que não possui atendimento educacional especializado e adaptado à diferença. De fato, tal atitude fere o direito de acesso à educação defendido pela Constituição Federal de 1988.

Nesse contexto, é imperativo pontuar que os problemas referentes à realidade da escola inclusiva derivam ainda da baixa atuação governamental e de ações da sociedade como um corpo social. Sob tal ótica, o sociólogo Polonês Zygmunt Bauman criou o conceito de “Instituição Zumbi”, no qual declara que algumas instituições deixaram de exercer sua função, incluindo o Estado. Por conseguinte, a inobservância legislativa agrava a situação de acessibilidade ao sistema educacional brasileiro e dificulta que pessoas com deficiências possam usufruir de direitos universais.

Destarte, para que a carência de investimentos seja suprida e que o Estado perca o título de “Instituição Zumbi”. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve instituir nas escolas salas de atendimento educacional especializado, por meio de verbas governamentais, a fim de diminuir a discrepância nos índices de desigualdade na educação dos deficientes. Outrossim, é vital a criação de cursos que possibilitem a formação de profissionais habilitados para atender e lidar com as limitações e especificidades físicas dos indivíduos. Somente assim, será possível mudar o quadro atual e desmistificar  a visão preconceituosa advinda da Antiguidade Clássica.