A realidade da escola inclusiva no Brasil
Enviada em 22/07/2020
O número de deficientes físicos no Brasil é crescente e significativo. Dessa forma garantir seus direitos é imprescindível para uma vivência mais democrática. Com isso, objetivar uma educação de qualidade a essas pessoas é primordial, visto que o ensino é a ferramenta que aumenta as potencialidades e homogeniza as oportunidades. Entretanto, a realidade da escola inclusiva no Brasil os torna uma barreira para a efetiva inclusão educativa, já que a falta de estrutura e o modelo tradicional de ensino acabam por excluir os alunos deficientes. No entanto, medidas voltadas para a conscientização e mobilização coletivas podem amenizar o problema através da participação civil.
É inegável que a acessibilidade também deve ser feita na estrutura das escolas. Segundo o geógrafo Milton Santos, a globalização atual será mais humana se os recursos e estruturas forem acessíveis a todos. Portanto, evidencia-se que desde a inclinação do relevo em rampas de acesso, à disposição das tecnologias usadas nas aulas contribuem para a participação, ou não, dos alunos deficientes. A partir da década de 70, as escolas regulares passaram a aceitar alguns alunos deficientes em salas comuns, e estes alunos tiveram que adaptar-se aos métodos de ensino dos quais eram impostos. Logo, escadas, carteiras apertadas e até mesmo brinquedos não adaptados definem obstáculos existentes nas escolas brasileiras.
Ademais, o modelo tradicional de ensino impossibilita a participação efetiva dos estudantes com deficiência. Segundo o historiador e professor Leandro Karnal, a educação brasileira se pauta no molde em que uma pessoa detém conhecimento e ensina para outros que passivamente aprendem. Sobre essa linha de raciocínio, evidencia-se que a passividade, adotada no método das aulas brasileiras, dificulta a efetiva participação do deficiente físico que deveria desenvolver suas aptidões e potencialidades como qualquer outro aluno. Por isso, a Educação Inclusiva, que é diversa da Educação Tradicional, na qual todos os alunos é que precisavam se adaptar a ela, chega estabelecendo um novo modelo onde a escola é que precisa se adaptar às necessidades e peculiaridades do aluno, buscando além da sua continuação na escola, ter o seu desenvolvimento maximizado.
Assim, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Movimentos coletivos que se tornam uma pressão organizada que exigem providências governamentais para reformas nas estruturas das escolas são fundamentais. Além de conscientizar a existência de leis para que os direitos sejam entendidos e garantidos aos deficientes físicos, concretizando uma vivência mais democrática. Só então as escolas estarão preparadas para acolher alunos especias.