A realidade da escola inclusiva no Brasil

Enviada em 22/12/2020

O artigo 208 determina que a educação é um direito social que deve ser efetivado por meio de garantias. Contudo, esse direito de todos os educandos -incluindo os alunos deficientes- a uma educação exemplar e igualitária deixa a desejar no Brasil. Nesse viés, dois aspectos apresentam-se como obstáculos para a atenuação desse problema: o preconceito sofrido na escola por aqueles que tem algum tipo de deficiência e a falta de preparo de algumas dessas instituições de ensino para recebem alunos especiais.

De início, é fundamental destacar, que de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) 96,5% de um grupo de professores, funcionários e alunos veem com preconceito os deficientes. Esse tipo de pensamento estereotipado, não somente prejudica a adaptação do indivíduo no ambiente escolar, como também atrasa ou interrompe seu aprendizado, já que, muitas vezes, os próprios professores aconselham os pais para retirar o filho da escola, argumentando que a criança não tem capacidade de aprender. Tal realidade, mostra uma indispensável e urgente conscientização social.            Ademais, é válido destacar, o despreparo dos estabelecimentos de ensino para receber estudantes com necessidades especiais, visto a predominância de escadas nas entradas e dentro das escolas, as quais obriga, diversas vezes, o aluno cadeirante a ser carregado ao ter que se locomover. De mesma forma, no Curta metragem premiado “Cordas”, é possível observar diversas vezes em que a menina tem que levar no colo o amigo, o qual utiliza cadeiras de rodas, ao subir uma escada no colégio. Em outras palavras, é imperativo uma mudança nas estruturas físicas das instituições escolares brasileiras.      Portanto, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, juntamente com o Ministério da Educação, deve atuar em favor dos portadores de deficiências físicas ou intelectuais, através de atividades que façam com que crianças deficientes e não deficientes aproximem-se, além de aulas específicas para ensinar aos professores como lidar com aqueles que apresentam dificuldades especiais, a fim de que a escola se torne um lugar acolhedor e de aprendizado para todos. Outrossim, é necessária uma reestruturação física dessas, feita pelos mesmos agentes anteriores, com a construção de rampas em todos os lugares que antes eram escadas e inclusive tendo a inclusão de mesas e bebedouros adaptados a necessidade do estudante. Dessa forma, garantindo um real cumprimento do artigo 208.