A realidade da escola inclusiva no Brasil
Enviada em 03/03/2021
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure, em seu artigo 6, o acesso à educação como direito de todo cidadão, nota-se que na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito à inclusão escolar. Nesse contexto, devido há um pensamento coletivo de inferiorização de pessoas deficientes ou com necessidades especiais, classificando-as, quase sempre, como incapazes, além das grandes disparidades do extrato social no que diz respeito à distribuição de renda e oportunidade.
Primeiramente, vale destacar que o preconceito de parte de sociedade contra deficientes, que são considerados como ‘‘anormais’’ por muitos, leva a um cenário educacional cada vez mais excludente. Nesse sentido, o filme ‘‘O extraordinário’’, narra a história de Auggie, de 10 anos, que nasce com uma grave deficiência craniofacial, após um tempo recebendo educação em casa, a família decide colocá-lo na escola, e com isso ele precisa lidar com as mais diversas discriminações, infelizmente a realidade não é nada divergente, já que diariamente muitos indivíduos são excluídos pelos próprios colegas, simplesmente por sua aparência causar estranheza, outro fato que colabora para este afastamento é a falta de uma infraestrutura adequada, que atenda todas as necessidades desse aluno. Dessa forma, fica evidente que ações precisam ser tomadas, para que a estadia desses jovens na escola não seja um tormento.
Ademais, deve-se ressaltar que boa parte das crianças que estão fora da escola tem como causa desigualdades econômicas, já que vivem em famílias com renda domiciliar baixíssimas. Segundo o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, ‘‘A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’’, porém nem todos podem usufruir desse direito de forma igual, afetando principalmente as camadas pobres, visto que muitas vezes o abandono escolar, tem como causa o trabalho infantil. Sendo assim, é essencial a mudança dessa situação, para garantir que todos tenham acesso a educação.
Portanto, conclui-se que atos de discriminação contra crianças, que sofrem com algum tipo de problema seja na estrutura fisiológica, anatômica ou psíquica, somado as fortes desigualdes socias e econômicas existentes, levam a perpetuação do quadro de exclusão escolar, sofrido por muitos alunos. Por conta disso, é de extrema importância que a luta por uma educação de qualidade, seja cada vez mais intensa e conte com a participação de todos, para que assim os direitos contidos na Carta Magna sejam respeitados.