A realidade da escola inclusiva no Brasil
Enviada em 13/07/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê em seu artigo 6 o direito à uma educação de qualidade como inerente a todos os cidadãos brasileiros. No entanto,essa máxima não se concretiza de forma igualitária, uma vez que crianças e adolescentes deficientes encontram grandes dificuldades em serem inclusos em escolas regulares, fato que impede que os mesmos desfrutem desse direito tão importante de forma plena.Nesse sentido,a fim de mitigar os males relativos a essa temática , é necessário analisar a falha estatal e o estigma associado a esse grupo.
Primordialmente, é necessário destacar a forma como o Estado costuma lidar com a inclusão de alunos deficientes no Brasil. Isso porque, como afirmou Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 6 da “Constituição Cidadã”. Isso é perceptível tanto pela falta de estrutura adaptada nas escolas quanto pela falta de preparo dos profissionais das mesmas em lidar com a situação. Assim, infere-se que nem mesmo o princípio jurídico foi capaz de garantir a eficiência de escolas inclusivas.
Além disso , a problemática encontra terra fértil no estigma associado a essa minoria social.Para entender tal apontamento, é necessário deixar claro que o princípio de inclusão também está associado à esfera social , uma vez que , nesse caso , as crianças e adolescentes deficientes devem ser capazes de interagir normalmente com os outros alunos. Entretanto , essa interação é prejudicada pelo preconceito intrínseco a realidade nacional direcionado ao grupo , que é considerado , muitas vezes , como anormal e incapaz de ter relacionamentos com outras pessoas. Assim , essa visão esteriotipada e absurda entranhada na mentalidade de muitos brasileiros apresenta um empecilho para a resolução do problema
Portanto , tona-se imperativo que se desenvolvam medidas que ajam sobre a problemática .Nessa lógica,cabe à midia- um dos mais importantes órgaõs modeladores de opniões-concientizar a população por meio de propagandas que estimulem a inclusão de alunos deficientes e que mostrem as capacidades dos mesmos , a fim de quebrar o esteriótipo capacitista dirigido ao grupo e permitir que eles sejam aceitos de forma natural pelos outros estudantes. Ademais , é importante que o Estado quebre o ciclo de negligência ao direcionar mais verba pública para a infraestura e preparo dos profissionais escolares ,com o intuito de viabilizar o ingresso de deficientes nas instituições de ensino. Desse modo, será possível que os direitos constitucionais sejam igualitários .