A realidade da escola inclusiva no Brasil
Enviada em 17/11/2021
Somente na década de 1980, com a criação da Constituição Federal Brasileira no ano de 1988, que a educação especial adquiriu o caráter de inclusão. Dessa forma, o artigo 208 garante o atendimento, preferencialmete na rede regular de ensino, aos indivíduos que apresentam deficiência. Entretanto, no Brasil, a realidade da escola inclusiva ainda necessita de diversas mudanças. Hordiernamente, é preciso romper com os paradigmas estagnados em nossa sociedade.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar a diferença entre a educação inclusiva e educação especial. Tendo em vista que, para que a inclusão seja colocada em prática é preciso que todos os grupos sociais sejam considerados, deve-se conhecer as demandas de cada estudante e buscar possibilidades de garantir a aprendizagem de todos. Por outro lado, na educação especial, são necessários apoios estabelecidos por lei para terem acesso a educação e aprendizagem. A legislação, entretanto não basta e, nesse caso, é indispensável instituir ações que minimizem as lacunas de inclusão em âmbitos diversos.
De acordo com o censo brasileiro de 2010, no país, a média de pessoas com algum tipo de dificuldade ou deficiência é de 4,6 milhões. Assim, devemos levar em conta que o caminho da exclusão para a inclusão está ligado às nossas características econômicas, sociais e culturais. Contudo, o direito de qualquer indivíduo de exercer plenamente sua cidadania deve ser respeitado por todos.
Com vistas a reconhecer os princípios da prática inclusiva e gantir uma melhor realidade da escola inclusiva no Brasil, cabe ao Ministério da Educação, romper com os paradigmas estagnados em nossa sociedade. A partir da exigência de movimentação e sentimento de inconformismo com relação a falta de acesso das pessoas com deficiência aos seus direitos. Ainda, é preciso um olhar atento às barreiras colocadas, sejam elas arquitetônicas, de comunicação ou comportamentais.