A realidade da escola inclusiva no Brasil
Enviada em 12/09/2022
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), preconizam que todo cidadão tem direito à educação. Entretanto, no Brasil, esse propósito não é efetivado, tendo em vista a escassez de escolas inclusivas. Isso posto, vale ressaltar a displicência estatal e a alienação social como agravantes dessa problemática.
Nesse sentido, é fato que a negligência governamental acarreta a falta de acesso ao ensino. Sob essa ótica, Émile Durkheim, sociólogo francês, em sua obra “As Regras do Método Sociológico”, afirma que a sociedade busca manter o seu equilíbrio e sua coesão por meio das instituições e das interações sociais. Contudo, há inobservância do Estado, haja vista que a poupulação brasileira encontra-se em condição de extrema exclusão no que tange à educação popular. Sob esse viés, torna-se clara a necessidade da democratização de escolas inclusivas como meio para a obtenção do equilíbrio social.
Ademais, é nítido que a segregação populacional é consequência de uma alienação social prévia. Nesse contexto, cabe aludir ao pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt, em seu conceito de “Banalidade do Mal”, em que a autora busca identificar as razões da perpetuação da exclusão de indivíduos em face das problemáticas sociais. Com efeito, a filósofa conclui que no mundo hodierno, a sociedade possui caráter exclusório, o que possibilita a recorrência de questões, como as possibilidades desiguais de acesso ao ensino. Com isso, os grupos segregados são cada vez mais negligenciados de seus direitos constitucionais.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para erradicar a desigualdade no Brasil. Para tanto, cumpre ao Estado- órgão de maior importância nacional- democratizar o ensino inclusivo, por intermédio do destino de verbas para instituições de aprendizado, com o intuito de fomentar políticas que valorizem as pluralidades individuais. Além disso, compete à mídia - responsável pela conscientização- criar campanhas informativas acerca dos malefícios da exclusão populacional, por meio dos âmbitos digitais, como as redes sociais, com a finalidade de sanar a desinformação. Assim, viver-se-á em um país que difere da obra de Arendt.