A realidade da escola inclusiva no Brasil
Enviada em 25/10/2023
Na obra “Utopia”, do filósofo Thomas Hobbes, é retratada uma sociedade caracterizada pela ausência de problemas e conflitos, na qual todos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, fora da ficção, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de inclusão nas escolas brasileiras dificulta o aprendizado. Sob esse viés, a falta de infraestrutura e de profissionais capacitados contribuem para o problema.
Diante do contexto apresentado, a inclusão escolar oferece benefícios ao promover a diversidade e garantir o acesso de todas as crianças à educação, tenham elas deficiências ou não. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), em torno de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, equivalendo a 23,9% de estudantes em nosso país. Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP),76,9% das instituições de ensino que não possuem qualquer tipo de infraestrutura de acessibilidade, como: rampas, corrimões, elevadores, banheiros adaptados, pisos táteis ou sinais sonoros. Tornando inacessível os portadores de deficiência se integrarem socialmente no âmbito educacional.
Ademais, a Lei Brasileira de Inclusão é a principal legislação em defesa dos direitos das PCDs. Ela assegura a oferta de profissionais de apoio para estudantes com deficiência. Todavia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 94% dos professores regentes não têm formação continuada sobre Educação Especial, somente 9% dos professores possuem formação em libra e braile, totalizando um profissional a cada 21 alunos.
Portanto, afim de superar os problemas supracitados, urge a necessidade do Ministério da Educação -órgão responsável em promover ensino de qualidade para nosso país- a criação de um órgão fiscalizador de infraestrutura escolar, que averigue a acessibilidade da instituição, com o intuito de torná-las acessíveis para os portadores de deficiência. Por fim, é necessário disponibilizar aulas e palestras de libra e braile para os professores, para capacitá-los na educação inclusiva.