A redução da maioridade penal é uma solução para o fim da criminalidade?

Enviada em 12/09/2019

A Constituição brasileira, criada em 1988, condena todas as diversas formas de violência, seja ela física ou verbal. Embora a lei se mostre bem específica quanto a isso, o país enfrenta desafios no combate a esses crimes, visto que as políticas públicas são inexistentes. Desse modo, para o fim da criminalidade, torna-se essencial uma mudança social do Brasil, situação que não se resolve com a redução da maioridade penal.

John Lennon em sua canção “Imagine” diz ter a esperança de viver em um mundo de paz e convida todos a buscarem esse sonho com ele. Infelizmente, ao povo brasileiro, essa letra se apresenta de forma utópica, uma vez que o país enfrenta um grave problema de criminalidade e as soluções são inexistentes. Fato que se comprova pelo descaso governamental com as políticas públicas que priorizam humanizar os jovens que não possuem dinheiro, família estruturada e oportunidades de buscar um futuro melhor. Por isso, a redução da maioridade penal não resolve os problemas de violência no Brasil, ela apenas aumenta a desigualdade social, já que não há reabilitação nos presídios do país.

Consequentemente, a sociedade brasileira, ao tentar resolver o problema da violência diminuindo a maioridade penal, aumenta a segregação social no país, visto que o Brasil continua sem planejamentos de inserção de cidadãos que já foram presos. Ademais, lamentavelmente, os jovens que se sentem desamparados procuram maneiras de esquecer da realidade, usando drogas, por exemplo. Fato que prejudica toda a sociedade, já que dependentes químicos tornam-se mais violentos, segundo o médico Dráuzio Varella, aumentando o número de latrocínios.

Assim, cabe ao Ministério da Educação, em apoio ao do Esporte, oportunizar uma vida melhor ao jovem por meio de atividades esportivas que priorizem o coletivo e a inclusão, disponibilizando as diversas modalidades de esporte nas escolas. Por fim, a mídia deve realizar propagandas televisivas que mostrem a importância de escolher governantes que priorizem a igualdade, transformando utopia em realidade.