A redução da maioridade penal é uma solução para o fim da criminalidade?

Enviada em 18/05/2022

Analisando atentamente o cenário da criminalidade no Brasil e no mundo, é possível perceber a grande adesão dos jovens à prática de crimes, o que gera revolta popular e movimentos com a intenção da redução maioridade penal, possibilitando o menor que cometer crimes a ser preso. Já houve países que reduziram a maioridade penal e o problema não foi sanado, então dizer que funcionaria como uma forma de acabar com a criminalidade é uma dúvida incessante.

Tendo em vista o aspecto da educação no Brasil, pode-se perceber que deixa muito a desejar, os jovens abandonam suas escolas cada vez mais cedo, na maioria das vezes por dificuldades em suas casas, seja por instabilidade financeira, por não ter uma família unida ou até mesmo por influência de outras pessoas. Esses fatores podem levar o adolescente a cometer crimes, e já foi reportado diversas vezes em noticiários casos de jovens de 8 a 18 anos assaltando e matando, principalmente em grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Isso ocorre nessas capitais porque possuem grandes aglomerados, e que em grande parte são cheios de facções criminosas que cada vez mais influênciam os jovens a entrarem para o chamado “movimento”, que atrai os jovens com a mentira de ser uma vida fácil e luxuosa. Essas falácias são confirmadas nas músicas, onde alguns funks que são altamente consumidos pelos jovens fazem apologia ao crime, a objetificação da mulher e a essa suposta vida de luxo, um exemplo é a música “Migué”, que fala sobre ‘menores estarem com armas no plantão’, ‘descer de Porsche’. Tudo isso causa uma ilusão de uma ótima vida na cabeça do menor, e também influência muitos a entrarem para a vida criminosa.

Reduzir a maioridade penal não irá solucionar o problema, já que não impede que o crime seja cometido, assim como os maiores penais continuam praticando crimes mesmo havendo punições. O melhor caminho para esse problema, é o ministério da educação investir em uma educação de qualidade, que é uma área em déficit, para que os jovens brasileiros possam se interessar pelas escolas. Assim tiraria os jovens das ruas, sem expô-los. Além disso, devem ser tiradas do ar as músicas que fazem apologias para não ser uma influência para os adolescentes.