A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.
Enviada em 21/10/2019
O Brasil tem uma das 7 maravilhas do mundo, duas das 7 maravilhas da natureza, ele é o quinto maior país do mundo e é o que mais possui títulos mundiais no futebol. No entanto, inacreditavelmente, os brasileiros se apossam -voluntariamente- de um sentimento de inferioridade perante ao resto do mundo e se fazem de cegos perante tudo de bom que apresentam em seu território. Portanto, cabe analisar os efeitos políticos e culturais que tal pensamento depreciativo proporciona.
Primeiramente, é evidente que a maneira difamada a qual os brasileiros vêm o Brasil é um grande problema no cenário político atual. Segundo Aristóteles, o Estado é mais importante que o indivíduo, ou seja, a vontade individual não deve sobressair à vontade coletiva. Sob essa ótica, a face vira-lata a qual os representantes da lei possuem com a sua nacionalidade impede que eles visem o bem comum do país e faz com que eles priorizem o lucro próprio ao invés do benefício nacional. Assim sendo, algo precisa ser feito para que os cidadãos parem de se ver como inferiores e comecem a acreditar e lutar a favor do futuro da nação.
Em segundo plano, vale salientar que a identidade brasileira e o sentimento de pertencimento só foi se concretizar com a proclamação da independência em 1822. Conquanto, é notório que tal sentimento, uma vez existente, se esvaiu em algum ponto da história, o que fez com que a cultura fosse alterada de forma ampla, passando a exaltar intensamente o exterior. Dessa maneira, persuadidos pelo American Way of Life, no início do século XX, a mídia e o governo destacavam, principalmente, as belezas dos EUA e, consequentemente, menosprezavam as do Brasil, criando um sentimento ‘‘cabisbaixo’’ que persiste no século XXI e faz com que as pessoas tentem se mudar para outro país ao invés de tentar melhorar ou mesmo admirar o próprio. Portanto, é inadmissível que essa situação perdure.
Pelo exposto, é evidente que o complexo de vira latas é um árduo desafio atual e precisa ser resolvido com urgência. Para isso, cabe ao Estado promover um maior apreço aos Símbolos patrióticos, por meio da criação de leis que obriguem as escolas a tocar o hino nacional todos os dias e expor a bandeira do Brasil em local visível, como tentativa de, desde cedo, começar a construir um pensamento nacionalista. Além disso, cabe às mídias priorizar a disseminação de uma imagem melhor do próprio país aos demais, por intermédio de programas que exaltem todas as suas belezas naturais e culturais. Dessa forma, a ‘’nação tupiniquim’’ poderá ter orgulho de suas origens e, assim, ao invés de querer sair, opte por ficar e comece a se importar com o desenvolvimento nacional e com a criação de um cenário político justo e altruísta.