A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.
Enviada em 09/10/2019
O nazismo foi um modelo político, na Alemanha, tendo com característica primordial o nacionalismo como auge do comportamento político e social, reafirmando as práticas eugênicas.Embora tal período histórico tenha sido derrotado, os princípios nacionalistas, na hodiernidade, revelam uma coerção para construção do pensamento ufanista.Sobre essa temática, dois aspectos colaboram para a manipulação social: a causa da adoração à pátria e suas consequências na sociedade.
A priori, é importante ressaltar que a exposição de ideias são usadas para manipular o pensamento social. De acordo com o filósofo Michel Foucault, a sociedade é constantemente influenciada por “poderes”(ideais), os quais convergem entre si e o resultado do choque é a predominância de um deles. Sendo assim, os poderes mencionadas por Foucault estão em uma batalha para influenciar a construção do pensamento da sociedade, entretanto, as instituições usam a exposição de ideias para determinar o comportamento do indivíduo aos ideais políticos nacionalistas (vide Alemanha nazista, Itália no regime fascista e o regime militar Brasileiro). Desse modo, as ideias ufanistas são pré-determinadas e expostas para influenciar a sociedade.
Lima Barreto, autor do livro “Triste fim de Policarpo Quaresma” representa o personagem principal com característica ufânicas , no qual tem um genuíno interesse de cultuar as diversidades culturais Brasileiras. Ironicamente, seu interesse de melhorar a pátria resultou em sua morte, porquanto ele descobriu e denunciou práticas corruptas que aconteciam nos primórdios da república. De forma análoga, a ingenuidade do comportamento nacionalista cria uma limitação no indivíduo -seja na forma de pensar, seja nas ações- resultando na manipulação da opinião pública, justificada a partir de uma bem maior: o progresso do país. Dessa forma, o ufanismo é uma ferramenta controlada por instituições que, com o ideário de louvor à nacionalidade, restringe o senso crítico da sociedade.
Urge, sendo assim, uma necessária intervenção Governamental para garantir a forma de pensar da sociedade livre das influências institucionais. Para isso, cabe ao Projor (Instituto para o desenvolvimento do jornalismo) criar um departamento que acompanhe os movimento nacionalistas do Brasil (tanto na internet, tanto no ambiente político) e, com jornalismo investigativo, publicar nas revistas, jornais e programas televisivos (em uma parceria com as mídias) os alertas sobre as consequências que esse pensamento, manipulado por algum grupo ou instituição, pode causar perigosos para democracia. Ademais, esse projeto dever ter por objetivo alertar e evitar a sociedade das manipulações advinda de grupos nacionalistas. Somente assim, relatos históricos radicais sobre nacionalismos( como a Alemanha nazista) serão apenas história e não realidade.