A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.

Enviada em 31/10/2019

‘‘A história não nos pertence: nós pertencemos a ela’’, segundo ao filósofo alemão Hans-Georg Gadamer, o contexto histórico e cultural que um indivíduo está inserido desde o seu nascimento, têm um papel fundamental na formação e no aprimoramento de seu caráter, seja ele nacionalista ou não. Em virtude disso, a naturalidade é um dos principais fatores responsáveis pela formação dessa identidade nacional contemporânea. O nacionalismo por si só é um sentimento de amor, pertencimento e adesão a uma determinada cultura, região, língua ou povo. De acordo com estudos, as raízes do movimento tiveram seu início nos primórdios da Revolução Francesa, quando o país ainda era governado por Napoleão Bonaparte. A ideologia em si, também recebeu fortes influências Iluministas, principalmente de nomes como: Montesquieu e Voltaire, esse último, é visto como peça chave da revolta, que é considerada por muitos historiadores, como um dos primeiros conflitos com cunho nacionalistas da história. No Brasil, o período no qual esse movimento com caráter nacional esteve em maior evidência sucedeu-se durante a Independência do país, quando a nação brasileira rompeu laços com seu colonizador. Na atualidade, o povo brasileiro vem enfrentando uma descrença com sua própria pátria, seja por conta dos inúmeros casos de corrupção que assolam o governo ou simplesmente pelo fenômeno de ‘‘americanização’’, processo no qual, determinada parte da população acaba aderindo a cultura e estilo de vida americano, sobrepondo esse aglomerado de costumes e práticas sobre os de seu país de origem, fenômeno igualmente conhecido como ‘‘complexo de vira-lata’’. Evidencia-se, portanto, que a desvalorização da cultura nacional no atual momento político é algo preocupante que vem crescendo no Brasil, logo, cabe as Instituições Educacionais estimularem o sentimento de pertencimento e de aproximação dos jovens à pátria com aulas de filosofia e sociologia nas escolas, visto que é algo de suma importância para a construção da democracia e para a promoção da cidadania. Além disso, cabe ao governo promover a participação política e social do indivíduo a fim de mantê-lo ativo no seu papel de cidadão.