A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.

Enviada em 23/04/2020

Segundo Platão, a qualidade de vida é de tamanha responsabilidade que supera a própria existência. Tal pensamento estava presente no Brasil colônia em que o europeu havia uma posição de superioridade diante dos índios. Nesse sentido, percebe-se os efeitos do chamado “complexo vira-lata” evidenciando a relação do brasileiro com sua nacionalidade, uma vez que é estabelecido um contexto de dependência e de hierarquia para com nacionalidades europeias.

Em primeiro plano, é valido analisar que a dependência de um padrão econômico pautado no desenvolvimento de nações vizinhas é um fator que coopera para a desvalorização da própria pátria. Nesse contexto, nota-se que ao estabelecer metas de progresso para a nação brasileira com referência nos padrões externos, forçando uma relação de subordinação, induz ao fracasso do desenvolvimento nacional, pois é nitido que a diferença esdrúxula de etnia, cultura e de prioridades convergem de forma ambígua para uma boa qualidade de vida. Nesse aspecto, fica claro que a gestão pública ao estabelecer medidas para o futuro com base no desenvolvimento de nações terceiras, implicam para a ausência do espirito nacional refletido pela população, como também, uma relação de “colônia e colonizador”.

Em segundo plano, vale a pena destacar a hierarquização consolidada diante da dependência de modelos europeus de desenvolvimento. Nesse âmbito, evidencia-se o filósofo Jonh Locke no qual discursa sobre a formação do conhecimento afirmando que: O homem nasce como uma página em branco (Tábula Rasa), e que adquire informação de forma impirica por meio dos cinco sentidos. Nessa perspectiva, fica evidente que essa relação de dependência proposta pela gestão governamental impulsiona o desprezo referente a própria pátria. Dessa forma, demonstra-se que ao fixar indiretamente ou diretamente essa projeção de referência impulsiona-se práticas de evazão populacional, como também a ausência de fraternidade frente aos componentes do corpo social.

Torna-se, portanto, necessário minimizar os efeitos colaterias provocados pelo complexo vira-latas. Para reverter essa situação, cabe ao Governo Federal -em parceria com a mídia- investir na educação nacional. Promovendo como prioridade a revitalização de Centro Educacionais, por meio da melhoria em infraestrutura e reformulação no material do ensino médio com o auxílio de empresas de construções e profissionais da área pedagógica. Cabe a mídia, incentivar o corpo social a ocupar esses polos de informação, por meio de publicações como propagandas apelativas, utilizando a função conativa da linguagem, em que demonstram a melhoria na renda própria de cada cidadão. Assim, poder-se-ia conquistar a qualidade de vida defendidda por Platão.