A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.

Enviada em 04/12/2020

Durante a primeira década do século XXI, o Brasil atingiu o posto de 6° economia do mundo, ascendendo como uma das maiores potências emergentes do planeta. Contudo, apesar desse feito, persiste ainda no país a sombra da inferioridade, enraizada no passado e resultado de maus frutos à nação.

Em primeira análise, é importante frisar a correlação da história nacional à posição de dominado e inferior. Através do pacto colonial, instaurado no Brasil pelo império português, o país teve seu status de dependência com a metrópole oficializado, fundamentando aspectos de subalternidade nas entranhas do inconsciente popular. Nesse contexto, apesar de sua posterior independência, o país continuou, por muitos séculos, como colônia.

Ademais, é notório que por meio do “viralatismo” o país se enfraquece, entregando riquezas nacionais e corroborando com a manutenção de diversos sistemas de opressão. Segundo o geógrafo Estáquio Sene, o sentimento de inferioridade destaca-se como um dos principais motivos para a “fuga de cérebros”, fenômeno sociológico de saída da mão de obra qualificada em busca de melhores condições de vida no exterior. Assim, o país perde diretamente com a continuidade dessa problemática e urge uma solução para tal.

Desse modo, faz-se necessário que o Governo Federal invista massivamente contratações e consórcios com universidades públicas objetivando financiar pesquisas, obras de infraestrutura e projetos culturais idealizados por alunos e formandos. Dessa forma, ocorrerá a valorização da mão de obra nacional e a movimentação da economia, gerando retorno aos diversos setores do corpo social. Feito isso, o Brasil poderá orgulhar-se tal qual na primeira década do século.