A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.

Enviada em 09/06/2021

A valorização local: combatendo o vira-latismo

A expressão “complexo de vira-latas” foi criada por Nelson Rodrigues, em 1950, para descrever “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”. Atualmente, alguns brasileiros apresentam complexo de inferioridade em relação aos outros países, principalmente aos Estados Unidos da América; cujo efeitos é um tipo de adoração simbólica a monumentos estrangeiros, sem se ater às sigularidades brasileiras.

Na loja varejista Havan, localizada no Rio Grande do Sul, havia uma representação de 35 metros de altura da Estátua da Liberdade. Para o país de origem o monumento representa a liberdade do povo. Enquanto isso, o mesmo simbolo fora incoporado pelo proprietário da Havan, Luciano Hang, que atribuiu seus próprios significados e percepções sobre a mesma, conforme publicado na entrevista da Coluna Acerto de Contas “Ela [Estátua da Liberdade] representa o liberalismo econômico […] fatores que eu sempre defendi”.

Se por um lado, Luciano Hang defende o liberalismo (não intervençaõ do estado), por outro, participa de movimentos de apoio ao Presidente, cujo carater é militarista, ou seja, exige a intervenção militar no estado. Visto isso, nota-se o complexo de vira-lata, na medida em que ele incorpora uma simbologia/ideial apenas por ser dos Estados Unidos, um país considerado referencial de modelo civilizatório político, social e econômico.

Para lidar com o complexo de inferioridade é necessário valorizar a cultura e história local. Isto pode ocorrer por meio da educação, fornecendo materiais sobre a história e cultura do Brasil; das mídias culturais, dando o devido valor para teatros, exposições, filmes e músicas nacionais; e por meio da idenpêdencia econômica brasileira frente aos EUA e a qualquer país relacionado.