A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.

Enviada em 22/07/2021

O Brasil, como país colonizado , possui forte presença da cultura européia, seja na arte, arquitetura ou educação, pois durante muito tempo fora essa visão eurocêntrica que regiu a nação. Logo, apesar da indepedência, ainda recaí no imaginário brasileiro um “complexo de vira-lata”, isto é, de mestiços com pouca relevância frente à outros países e, infelizmente, essa mentalidade prejudica o saber e a economia nativa.

Nesse contexto, em primeira análise, essa inferiorização do Brasil é uma consequência da influência hegemônica de outras nações, afinal, vivemos em um mundo interconectado, sob promessas de uma cultura mais erudita. Todavia, esse processo, se não bem esclarecido à população, promove um esmagamento cultural - como explícita Milton Santos, geógrafo brasileiro, em seu livro “Por Outra Globalização” - pois a população tende a desvalorizar a produção nacional. Assim, uma boa relação do brasileiro com sua identidade contribui para salvaguardar a cultura nacional, uma vez que a penetrabilidade internacional seria menor.

Paralelamente, em segunda análise, a cultura de massas enfraquece a construção de saberes locais, dado que o baixo orgulho nacional facilita a persuasão mercadológica. Nesse viés, conforme a discussão filosófica da Escola de Frankfurt, ainda no século XX, a “Indústria Cultural” anseia um grande mercado padronizado, com consumidores cativos, e as especificidades locais atrapalham essa lógica. Dessa forma, com a homogeneização dos consumidores, ocorre uma supervalorização externa e, consequentemente, uma crescente visão de melhores oportunidades com a emigração - logo, catalizam-se processos de fuga de cérebros do Brasil.

Portanto, fica evidente que os efeitos do complexo de vira-lata recaem na cultura nacional e na economia. Diante disso, é dever do Ministério da Educação aumentar a valorização do orgulho nacional, a fim de reduzir a percepção de inferioridade dos brasileiros. Tal medida será realizada por intermédio da promoção de aulas e festivais que explorem o saber local. Por fim, em especial, as festividades serão executadas regionalmente de modo alternado, durante todo ano - para haver constantemente uma exaltação nativa.