A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.
Enviada em 08/09/2021
Consoante o Papa Bento XVI: “Os jovens são o futuro da humanidade e a esperança das nações” . Nesse panorama, é essencial que a população infanto-juvenil valorize o próprio Estado Nacional. Entretanto, a realidade é deturpada, pois os aspectos socioeconômicos perpetuam a desesperança e a visão distorcida, embora não errônea, do Brasil e, então, sentir-se inferior é inevitável. Com efeito, é indispensável que o contingente populacional e o estatal atentem à consequência do complexo de vira-latas.
Em primeira análise, a desigualdade favorece a postura de inferioridade que o brasileiro assume. Sob essa ótica, o ilustre Milton Santos, no texto “Cidadanias Mutiladas”, retrata que a democracia só é efetiva se engloba todos os cidadãos. Todavia, como os direitos não são universais e nem desfrutados de forma equivalente, o Estado Democrático é falho. Nesse sentido, a segregação social e econômica é responsável por criar, como exemplo, locais, como as comunidades, carentes de segurança e de saneamento básico e outros, como condomínios, abastados com piscinas e e quadras para esporte. Com esse quadro, é racional que o pobre sinta-se como um vira-lata na sociedade brasileira governada por animais de raça.
Em segunda análise, caso o povo não seja tratado com maior equidade, o ideal de inferioridade prevalecerá. Nesse contexto, a parafrasear o escritor Mark Twain, as críticas dão a volta ao mundo, enquanto as qualidades ainda calçam os seus sapatos. Por lógica, quanto mais o complexo de vira-latas for negligenciado pelo governo, maior será a desesperança dos cidadãos e, em adendo, a desvalorização, tanto nacional como internacional, da própria Pátria. Com esse prisma, é mister que, além do enaltecimento das características positivas, a exemplo da fauna, flora e cultura brasileira, os impasses de ordem socioeconômica sejam solucionados.
Dado o exposto, enquanto a democracia for um ideal deturpado, os brasileiros continuarão a se sentir inferiores. É elementar, portanto que o corpo