A relação do brasileiro com sua nacionalidade: os efeitos do complexo de vira-latas.
Enviada em 24/10/2021
No filme “O povo brasileiro”, é analisado as origens dos cidadãos brasileiros através de três matrizes básicas da colonização do Brasil, sendo elas a europeia, africana e indígena. Paralelamente, a deriva dessa organização social corroborou para a desvalorização nacional do brasileiro com sua nacionalidade, levando a valorização da cultura estrangeira e criação do complexo de inferioridade praticado por diversas gerações, com o intuito de diminuir as vivências unitárias da nação.
Historicamente, a colonização no Brasil feita por imigrantes europeus efetivou a valorização da cultura estrangeira, visto que os colonizadores entendiam a cultura portuguesa como unicamente viavél e civilizada. Assim, durante séculos a miscigenação brasileira seguiu esse viés, ocorrendo através do detrimento da nacionalidade dos nativos, o que ocasionou, nos tempos atuais, maior valorização da cultural estrangeira em detrimento da propria por si mesma, como é explicado pelo jornalista Nelson Rodrigues em seu conceito de “complexo de vira lata”, o qual afirma que os brasileiros, voluntariamente, se colocam em posição inferior em face às outras nações. Visto isso, a descrença da população para com sua nação ocasiona diversos problemas para a sociedade, como a perda de busca em direitos constituicionais, uma vez que o sentimento convicto de estagnação nacional impede a luta por melhorias nas condições de vida.
Por conseguinte, uma pesquisa pela Millward Brown Optimor repassada pela revista IstoÉ, afirma que a maioria dos brasileiros considera a sociedade formada, majoritariamente, por pessoas desonestas, e que isso gera desesperança interna com as relações sociais, a qual é devorada pela cultura da corrupção, onde os chefes do legislativo corrompem o sistema democrático contra os deveres morais e cívicos em valoriação de questões pessoais. Dessa forma, os efeitos da má relação do brasileiro com sua nacionalidade impacta diretamente a democracia social, em virtude da falta de coesividade nacional, a qual, de acordo com o conceito de sociedade liguída pelo sociólogo Bauman, deforma o sistema humanitáio em direção de uma sociedade contemporânea que monta relações socias, culturais e nacionais de forma frágil, fugaz e maleável.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação - òrgão governamental responsável pelas diretrizes educacionais do país - agir em valor da nacionalidade brasileira, por meio da inserção nas escolas do ensino á cultura nacional, valorizando suas raízes básicas e formação do Estado democrático, além de impulsionar a busca de direitos, para que ocorra o entrelaçando dos cidadãos em prol de um bem em comum. Dessa forma, será possível trazer o espírito de nacionalidade do Brasil e quebrar o ciclo do complexo de vira-lata vivenciado por diversas gerações do país.